Honda C-100
Dream
   
Honda CBX 250
Twister
     
 Motos Raras
& Clássicas
Sundown Hunter 90 Sundown STX
Motard
Yamaha Ténéré 250
     Mapa do site

Bookmark and Share

English        Próximas páginas sobre a Sundown STX Motard:   9  10  11  12   13  14  15

Viagens em 2011 - Um intruso no ninho das Japonesas

Ao clicar em cada foto, você a verá em tamanho maior numa outra janela.  Todas as fotos tem legenda.

O meu amigo Mauro Gomes, motociclista também muito experiente, é um cara que tem o dom de aglutinar pessoas a sua volta. Encara o motociclismo como algo sério, e o considera uma paixão.

Curtindo um friozinho matinal na BR-153 próximo a Goiatuba - GO.

Início da viagem: manhã de 06/07/2011, BR-153 próximo a Goiatuba - GO.

Eu não só concordo com ele, como também me esforço para fazer parte das viagens e passeios que ele organiza. Embora na maioria das vezes eu viaje sozinho, ou no máximo com a minha esposa Theresa na garupa da moto, sempre valorizei as oportunidades de privar da companhia de pessoas que encaram a motocicleta seriamente - como um veículo de transporte e lazer.

Cinco motociclistas e um destino: Foz do Iguaçu - PR.
Pórtico de entrada da cidade de Corbélia - PR.

Cinco amigos e um destino: Foz do Iguaçu - PR.                        Pórtico de entrada da cidade de Corbélia - PR.


Já há algum tempo que o Mauro vinha planejando uma viagem a Foz do Iguaçu - PR, esticando até Puerto Iguazu - AR e Ciudad del Este - PY. Eu me interessei desde o início em fazer parte do grupo que viajaria neste trajeto, e assim no dia 06/07/2011 saímos cedo de Goiânia - GO rumo a Foz do Iguaçu - PR e as já menciondas cidades vizinhas na Argentina e no Paraguai, retornando no dia 10/07/2011 a Goiânia - GO.

Manhã do dia 08/07/2011. Atravessando a ponte da Amizade, divisa do Brasil com o Paraguai. Neblina sobre o rio Paraná.

Manhã  do dia 08/07/2011. Atravessando a ponte da Amizade, divisa do Brasil com o Paraguai.  Neblina sobre o rio Paraná.


Eu estava consciente que teria um desafio pela frente: viajar na minha Sundown STX Motard na companhia da máquinas bem maiores e mais potentes. Mas eu também sabia que o ritmo da viagem seria numa velocidade compatível com aquelas já mantidas por mim nas viagens que faço com a mesma, a despeito de sua pequena cilindrada de 200cc.

A força da Natureza presente nas Cataratas do Iguaçu. Patrimônio natural da Humanidade.
Paredão de água. Maravilha que deve ser apreciada com calma.

A força da Natureza presente nas Cataratas do Iguaçu.  Patrimônio natural da Humanidade.                Paredão de água.  Maravilha que deve ser apreciada com calma.

Não me furtei ao desafio. Andei junto da Suzuki Savage 650cc do Mauro, da Honda Magna V4 750cc do Rossini, da Suzuki Intruder 1.400cc do Lázaro e da Kawasaki Vulcan 1.500cc do Paulo.

Sundown STX Motard 200cc e Suzuki Intruder 1.400cc.

Sundown STX Motard 200cc e Suzuki Intruder 1.400cc à margem da estrada em Santa Fé - PR.

A viagem foi maravilhosa!

Mais fotos dessa viagem estão no álbum:

https://onedrive.live.com/?id=F4596AEAEF09CF68%212296&cid=F4596AEAEF09CF68&group=0

Santa Fé - PR. A capital da fotografia.
Honda Magna do Rossini, a minha Sundown STX Motard e a Kawasaki Vulcan do Paulo.

Santa Fé - PR.  A capital da fotografia. A cabeça do Paulo perfeitamente enquadrada na câmera.           Honda Magna do Rossini, a minha Sundown STX Motard e a Kawasaki Vulcan do Paulo.        

Após o retorno a Goiânia - GO eu troquei o óleo da minha moto, e também troquei a corrente de transmissão pois a mesma estava para arrebentar próximo ao ponto da emenda.  Em Foz do Iguaçu - PR eu havia tirado um elo da mesma, a fim de obter a regulagem da tensão ideal para a viagem de volta.  Considero que a corrente que eu usava não era de boa qualidade, pois eu havia trocado a mesma no ano passado (há 12 meses aproximadamente, após o retorno da minha segunda viagem à fantástica terra dos Kalunga.  Eu também tive que praticamente refazer todo o velocímetro da minha moto, já que o mesmo mostrou-se errático na viagem de ida e eu persisti em manter o cabo do velocímetro ligado, ao invés de desligá-lo para preservar o mecanismo interno.

Agindo assim eu comprometi o funcionamento do mecanismo de marcação de velocidade, e o mesmo ficou todo "moído" por dentro, tendo até sujado os números do odômetro com a limalha de ferro decorrente da avaria.  O mesmo foi completamente recuperado, até mesmo o ponteiro de marcação que havia quebrado em virtude do defeito, e assim agora está em perfeitas condições.  A título de informação gastei R$ 82,00 na troca do óleo do motor e da corrente de transmissão, e R$ 100,00 no conserto do velocímetro.

É  interessante mencionar também que ao colocar um pinhão de 14 dentes na minha moto (o original tem 12 dentes) eu tornei a quarta e quinta marchas mais longas, de tal forma que se eu resolver andar numa velocidade em torno de 110 a 115 km por hora eu terei que usar bastante a 4a. marcha; principalmente se houver a incidência de vento frontal ou mesmo se a estrada apresentar subidas íngremes.  Isto ocorre devido à pouca potência do motor da Sundown STX Motard, que situa-se em torno de 16,2 hp.  De qualquer forma eu ganhei o benefício de girar o motor em quarta marcha na casa dos 8.000 rpm (1.000 rpm abaixo da faixa vermelha que se inicia em 9.000 rpm), atingindo uma velocidade em torno dos 110 km/h.  Logicamente na dependência de fatores externos tais como: ventos, tráfego, aclividade do percurso, etc.


Após retornar a Goiânia - GO, e realizar a manutenção e limpeza básicas da moto após a viagem a Foz do Iguaçu - PR, eu percebi que a bateria da minha moto estava com a carga fraca.  Tentei em dois dias consecutivos dar carga lenta na mesma mas isto não resolveu o problema.

Então tomei a decisão de substituir a bateria por uma nova.  Desta vez resolvi experimentar uma marca diferente da Yuasa, a qual eu havia colocado na moto em
07/02/2009.  Optei por comprar uma bateria Heliar (tradicional marca de baterias de carro) selada e específica para motocicletas.  Ela utiliza a tecnologia AGM (Absorbed Glass Mat) - eletrólito imobilizado através da absorção no separador de fibra de vidro, não apresentando eletrólito livre dentro do vaso, impedindo derrames acidentais de ácido -  a mesma custou R$ 130,00, e sua especificação é HTZ7L.

O funcionamento da moto após a troca da bateria não se normalizou, particularmente a partida elétrica que permaneceu fraca e não efetiva.  Em conversa com o meu mecânico vimos a necessidade de trocar o retificador de voltagem, e também de mandar fazer o rebobinamento completo do estator.  Este serviço totalizou uma despesa adicional de R$ 287,00.  Agora percebo que o funcionamento da minha Sundown STX Motard voltou ao normal.

A partida elétrica funciona de primeira, mesmo com o motor totalmente frio; e o sistema elétrico em geral apresenta respostas mais robustas (piscas, farol, etc.). Traçando um comparativo básico quanto à sua construção posso afirmar que as motos de origem japonesa apresentam um sistema elétrico mais resistente e mais durável que as motos de origem chinesa.

No dia 22/08/2011 percebi que o velocímetro da moto começou a apresentar irregularidade no funcionamento e parou de funcionar, retornei à oficina que o havia reparado e constamos que o cabo do velocímetro estava rompido.  O referido cabo ainda era o original da moto.  Na falta de um cabo igual ao original optamos por trocar somente a parte interna (cabo de aço fresado com pontas quadradas), mantendo a parte externa (cobertura de plástico) do cabo original.

Após procurar dentre inúmeros cabos de outros modelos de motos encontramos um cabo compatível - mesma medida e mesmas características das pontas quadradas; este cabo é o da Honda Titan KS, ano 2009.

No dia 15/09/2011, quando eu voltava do encontro semanal de motociclistas realizado na Av. Paranaíba (centro da cidade de Goiânia - GO), a minha moto apresentou uma pane elétrica geral.  O meu amigo Mauro Gomes, que me acompanhava em sua Yamaha XTZ 250X (super motard recentemente adquirida por ele), comentou que o fusível principal da moto poderia ter queimado com o que eu concordei, pois nada funcionava na moto.  Mas ao invés de tentar consertar a moto na rua, em horário noturno, eu preferi empurrá-la até em casa e levá-la para a oficina no dia seguinte.  Enquanto eu empurrava a moto surgiu um motociclista numa Honda Biz e ajudou-me a empurrar a moto no trajeto para casa.

No dia seguinte eu pensei na hipótese do defeito ser do retificador de voltagem, o qual havia sido recentemente trocado.  No sábado, dia 17/09/2011 levei a minha moto na oficina, e após testarmos um novo fusível vimos que o sistema elétrico estava em curto, devido ao defeito no retificador.  Optamos então por instalarmos um retificador usado da Honda CB 400, o qual é amplamente utilizado em situações similares para solucionar problemas elétricos correlatos em vários tipos diferentes de motos.

Este é um retificador mais robusto e mais resistente a variações na tensão da corrente elétrica da moto, principalmente em motos que possuem equipamentos extras (buzinas mais potentes, faróis auxiliares, etc.), e segundo me informou o Júnior, proprietário da oficina Moto Treil, ele é adotado como solução definitiva para as motos que apresentam este tipo de defeito na parte elétrica.

Após este conserto o funcionamento da minha Sundown STX Motard retornou ao normal.
 

Próxima página sobre a Sundown STX Motard