Viajando com a Honda C-100 Dream.  Aventuras com a "pequena notável".  Novo século, moto nova.    35  

    

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A década de oitenta para mim tem um sabor especial, foi a década das grandes viagens de moto: uma na ML 125 cc e várias na CB 400, do meu casamento e posterior nascimento dos filhos (Amyr em 1984 e Marcela em 1987), e de minha ida para a Austrália como emigrante em setembro de 1989.

Foto tirada pelo engenheiro Eisonuke Miyachi da Honda Japão.  Ele foi o projetista da Honda CB 400. Esteve no Brasil em meados de 1980, na ocasião contactou alguns proprietários das primeiras CB's 400 nacionais, dentre eles eu. Foto revelada no Japão.
A CB 400 foi ansiosamente esperada por dois anos e meio, fui o comprador da primeira Honda CB 400 vendida pela Cical Honda. A moto foi adquirida em abril de 1980, havia fila de compradores, pagamento de ágio, disputa para ver quem comprava a primeira moto de tamanho médio a ser fabricada no Brasil, com tecnologia de ponta na época.
Apesar de toda a pressão, a Cical Honda cumpriu a promessa que me havia sido feita quando foi anunciada a fabricação desta moto: a primeira CB 400 seria minha, já que eu era um cliente amigo de todos os funcionários da empresa (do Gerente ao mais simples funcionário). Antes de pegar a moto tive, entretanto, que cumprir a minha parte do trato: a moto ficaria exposta no stand da Cical Honda no Parque da Exposição Agropecuária de Goiânia durante duas semanas, e assim foi feito.
Momento em que fazíamos a nossa avaliação da CB 400 para o Sr. Eisonuke Miyachi.  Era o pós-venda da Honda falando mais alto.  Apenas alguns proprietários de CB 400 do Brasil foram entrevistados pelo engenheiro que desenvolveu o projeto.  Que honra para mim... Foto revelada no Japão.
Minha querida mãe, Maria Terezinha, de quem eu ganhei minha primeira moto.  Meus irmãos caçulas Flávia e Bernardo, junto à "frota" : ML 125 (Placa AC 066) e CB 400 (Placa AI 666).
Como ainda estava com a ML 125 cc, não senti demais este "castigo" de ser proprietário da 1ª CB 400 de Goiânia e não poder pilotar a mesma. Ainda fiquei com a ML por um bom tempo, assim tinha o prazer de rodar numa CB 400, sem deixar de rodar também na ML que já havia me acompanhado em grandes viagens.
Em setembro e outubro de 1982 estive viajando pela Europa (França, Itália e Grécia). Lá pude visitar grandes revendas de motos, e confirmar o que já havia experimentado anteriormente na Europa em 1976: a motocicleta usada como veículo utilitário e de lazer. As motos e os scooters como condução de toda a hora, no verão ou no inverno.
Na porta da Japauto, maior revenda Honda da Europa.  Ao meu lado  uma Honda CX 500, recém lançada no mercado naquela época.  Motor em V e transmissão secundária por eixo cardã.  Dentro da loja vista parcial de Honda 900 cc modelo Bol D'Or.
Avenida Champs Elysées, Paris - França, em Outubro de 1982.  Eu ao lado de uma Honda 400 cc, com motor em V e transmissão por cardã.
A CB 400 no início de 1983 já devidamente equipada com o conjunto de bagageiro em liga leve, onde se encaixavam as bolsas para viagem. Este equipamento, da marca Krauser, era especifico para a Honda CB 400 N (européia) cujas medidas eram um pouquinho diferentes da CB 400 nacional. Isto entretanto não se constituiu em problema quando o equipamento foi instalado. A Krauser é alemã, é a fornecedora oficial deste tipo de equipamento para as motos da marca BMW.
Início de 1983 na avenida Tocantins, centro de Goiânia -  GO, na casa de minha avó.