A segunda delas, também com o amigo Mauro Vieira, foi feita para
Curitiba e região das praias do Paraná. Na ida passamos pelo interior de São Paulo e
Paraná, e na volta por São Paulo - capital - e por Belo Horizonte e Triângulo Mineiro.
O Mauro desta vez estava numa Honda ML 125.
Nos dois meses que passei na Europa (setembro e outubro de 1982),
viajando pela França, Itália e Grécia com minha esposa, tivemos a oportunidade de
conhecer várias revendas de moto nestes paises. Na Grécia, na ilha de Corfu (Kerkira),
alugamos durante uma semana uma Honda MT 50 cc. Esta moto nos surpreendeu em todos os
sentidos: potência, porte, desempenho, enfim uma moto para empatar com a 125 cc. Ainda na
Grécia vimos as primeiras Suzuki Katana então recentemente lançadas na
Europa. Lá sentimos novamente o prazer de novamente alugar cinquentinhas e scooters de
última geração, que naquela época nem chegavam no Brasil.
Com a MT 50 percorremos todos os recantos daquela maravilhosa ilha;
lá nos deparamos com o maior número de scooters e motos de pequena cilindrada para
aluguel, do que em qualquer lugar que paramos até hoje. Aliás, por este motivo
escolhi ir lá pela segunda vez em minha vida, eu já havia estado lá no ano de 1976
(naquela época aluguei Suzuki 50 cc para conhecer a ilha) em companhia de um amigo
canadense (Graham Alexander Wilson).
A instalação do conjunto Krauser foi relativamente simples, o
único detalhe é que o amigo Mauro (na época Gerente Técnico da Cical Honda) não
percebeu que o conjunto deveria "trabalhar" ao sabor do balanço da suspensão.
Só percebemos este fato ao fazermos uma viagem com carga máxima, o que ocorreu no
roteiro para o sul do Brasil em Janeiro de 1984. Em outras viagens durante 1983, fomos
algumas vezes a Brasília - D.F., com o equipamento completo mas com pouca bagagem o que
fez com que o problema ficasse "camuflado".
Como o conjunto não acompanhava a suspensão houve duas quebras do
amortecedor esquerdo traseiro, uma vez próximo a Ponta Grossa - PR. Nos dirigimos à
revenda Honda e trocamos o amortecedor, o custo foi caríssimo pois o material era
importado e na época a cotação do dólar estava bastante desfavorável à nossa moeda.
O terceiro grande roteiro na CB 400 foi feito com minha esposa
Theresa. Repeti o roteiro que havia realizado com o Itajara dois anos antes na ML 125 cc.
A diferença é que na volta do Sul do Brasil, fomos a São Paulo - capital - sul de
Minas, Belo Horizonte e daí de volta a Goiânia.
A CB 400 estava desta vez completamente equipada com o equipamento
que havia trazido da Europa quando de minha viagem de núpcias: bolsa de tanque italiana
(Elefante), e conjunto Krauser, na época equipamento original das BMW. O conjunto Krauser
foi adquirido para o modelo CB 400 N que era o modelo europeu da CB 400, na loja de
equipamentos Provini em Milão - Itália em Outubro de 1982.
A CB 400 com o equipamento de que dispunha carregava tanta carga
que surpreendeu meu primo Luiz Miguel em Curitiba. Nossa bagagem encheu completamente o
seu Fusca.
Posteriormente na mesma viagem houve outra quebra do mesmo amortecedor traseiro esquerdo,
desta feita já próximo a Porto Alegre. Aí após descarregarmos a bagagem no hotel nos
rumamos para a Chambord (revendedor Honda da capital gaúcha), lá o engenheiro
responsável pela oficina descobriu que os furos por onde passavam os parafusos de
fixação no amortecedor da moto, deveriam ser alargados para permitir que todo o conjunto
trabalhasse harmônicamente. Isso feito acabaram-se os nossos problemas no resto da
viagem.
Sempre que íamos a Curitiba procurávamos a Cabral Motor, revenda
Honda naquela cidade, onde tínhamos um ótimo atendimento.