Outra moto que possuí na década de 80 foi a XL 125 cc. Excelente
moto, de bom desempenho em pistas de terra, conjunto de suspensão bem dimensionado e
motor extremamente econômico. Aproveitei bastante esta moto, sem abrir da mão da CB 400.
Nesta época passei a ter a opção de uma moto para toda hora e para pistas de terra - a
XL - e outra para continuar com as viagens - a CB 400.
Nosso webmaster II (Amyr)
no dia seguinte ao de seu aniversário de três anos e eu, na XL 125 S, nesta
ocasião já com 18.000 km rodados.
A CB 400 rodou intensamente durante toda a década de 80. Com ela
fui de Curitiba a Goiânia (1.270 km) em um dia, em duas diferentes ocasiões. Esta é uma
distância que só os motociclistas muito experientes conseguem fazer, pois devemos nos
lembrar que este roteiro cruza os estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Além disto respeitamos os limites de velocidade e estávamos com bastante bagagem.
Theresa sentada para
descanso, próximo ao pórtico que dá entrada à cidade de Gramado - RS. A CB 400
completamente equipada.
Como ponto alto do motociclismo nacional e principalmente goiano na
década de oitenta, não podemos deixar de mencionar as três provas internacionais de
motociclismo realizadas em Goiânia nos anos de 1987, 1988 e 1989. Foram corridas que
atraíram gente de todo o Brasil, ocasiões que pudemos mensurar melhor a potência, o
desempenho e o ronco maravilhoso das motos do Campeonato Mundial de Motociclismo
(Velocidade) - as
fórmulas 1 das motos.
Dicas para amaciamento de motores:
Para que um motor tenha um desempenho compatível
com sua potência e uma durabilidade prolongada, é fundamental tomarmos certos cuidados
durante o período de amaciamento do mesmo.
Assim sendo, a primeira coisa a ser feita é
seguirmos à risca as recomendações constantes no manual do fabricante.
A primeira troca de óleo do motor deve ser feita
nos primeiros 1.500 km rodados, a não ser que o fabricante especifique de outra maneira;
deve-se optar por rodovias quando rodando os
primeiros 2.000 km da moto. Assim procedendo você estará garantindo um
funcionamento mais macio para o respectivo motor, além de uma maior vida útil para o
mesmo;
quando na rodovia não se esqueça de alternar as
acelerações de acordo com as marchas utilizadas. Não tire os olhos do contagiros
e velocímetro, combinando sempre a rotação do motor com a velocidade máxima
recomendada para aquela marcha;
permita que seu ouvido seja o seu mestre - o barulho
do motor deverá indicar para você se está na hora de ir para a marcha seguinte, ou
mesmo reduzir para marchas mais fortes. Tudo isto respeitando as rpm (rotações por
minuto) compatíveis com as respectivas marchas e velocidades indicadas pelo
fabricante;
não deixe o motor trabalhar "frouxo" nem
tampouco "esgoelado", é o seu ouvido que lhe dirá o que é certo;
quando acelerando em marcha constante, permita que o
motor dê um retrocesso. Para isto basta soltar o acelerador permitindo com que as
rpm voltem a níveis mais baixos. Assim procedendo você estará aparando as
possíveis rebarbas porventura existentes no (s) pistão (ões) e cilindro (s).
não deixe o giro do motor cair muito, pois você
deverá ir acelerando novamente na mesma marcha que está usando. Explicando melhor:
devemos explorar o giro do motor de maneira que após um periodo acelerando haja
uma desaceleração proposital, ao soltar o acelerador, seguida de uma nova aceleração.
Amyr, antes de completar
dois anos de idade, na Agrale Elefant Dakar do amigo Walter Luiz. Caldas Novas -
GO, no Hotel Samburá em Setembro de 1986.