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A Honda CBX 200 Strada

Após retornar ao Brasil fiquei um tempo sem moto até vir a adquirir a Honda CBX 200 cc, também conhecida como Honda Strada. Com a CBX rodei 12.000 km de estrada, principalmente entre Goiânia e Caldas Novas cidade onde agora resido. É uma moto muito boa, tem bom torque e desempenho, ótima autonomia e é confortável para pilotar.

Foto oficial da Honda CBX 200. A CBX 200 em outra "pose para a posteridade".

Foto oficial da Honda CBX 200.                A CBX 200 em outra "pose para a posteridade".

Minha terceira moto da década de 90 é uma Honda C 100 Dream, que na realidade é classificada como motoneta, mas que eu venho sistematicamente ignorando esta classificação e a usando como uma moto propriamente dita. Com ela já rodei 47.800 km (35.810 km em estradas) em 46 meses, no percurso Goiânia - Caldas Novas, bem como fui inúmeras vezes à fazenda do meu pai no município de Hidrolândia. Para realizar este último roteiro, rodo aproximadamente 164 km em cada sentido, dos quais 26 km de terra (olha a Dream fazendo papel de trail sem decepcionar).

Na Honda C 100 Dream o nosso webmaster II (Amyr), setembro de 1998 (Caldas Novas - GO). Na Suzuki Address eu (webmaster I) e o sobrinho Gabriel. Gabriel tem 4 anos de idade e já é motociclista (tem um quadriciclo Suzuki 50 cc).

Na Honda C 100 Dream o nosso webmaster II (Amyr), setembro de 1998 (Caldas Novas - GO). Na Suzuki Address eu (webmaster I) e o sobrinho Gabriel. Gabriel tem 4 anos de idade e já é motociclista (tem um quadriciclo Suzuki 50 cc).

Fatos marcantes no motociclismo goiano na década de 90: a realização do Goiânia Moto Show nos anos de 1996, 1997 e 1998 serviu para atrair milhares de motociclistas e aficcionados ao Autódromo Internacional de Goiânia.   Esperamos que a dose se repita neste ano de 1999.  Outro fato que merece destaque foram as boas colocações obtidas por pilotos goianos no Campeonato Brasileiro de Fórmula Honda CB 500, que a fábrica vem patrocinando nos últimos tempos.

 

Minhas motos em 47 Anos de Motociclismo

Moto Placa (licença) Km percorridos (aprox.)
Yamaha YF5 50 cc 1969 AA 521   Goiânia - GO 45.000
Yamaha YDS7 250 cc 1971 AA 017   Hidrolândia - GO 10.000
Honda ML 125 cc 1977 AC 066   Goiânia - GO 24.000
Honda CB 400 cc 1980 AI 666 *   Goiânia - GO 65.000
Honda XL 125 cc 1985 EL 809    Goiânia - GO 18.000
Kawasaki KLR 600 cc 1986 HL 654    Brisbane - QLD - Austrália 12.000
Honda CBX 200 cc 1996 KCO 7802  Goiânia - GO 12.000
Honda C 100 cc Dream 1997/98 KDH 6521   Goiânia - GO 47.800  (até a data de sua venda em 19/11/01)
Honda CBX 250 cc Twister 2001/2002 KEP 1709  Goiânia - GO 16.100  (até a data de sua venda em 27/01/03)
Sundown Hunter 90 cc 2007 NGZ 6912 Goiânia - GO 6.320 (até a data de sua venda em  02/05/08)
Sundown STX Motard 200 cc 2008 NLA 7922 Goiânia - GO 78.755 até a data de sua venda em 20/04/2017. Adquirida em 02/05/2008.
Yamaha Ténéré Blueflex 250 cc 2017 PQT 8899 Goiânia - GO Adquirida em 16/03/2017

* Esta placa (AI 666) foi escolhida a "dedo", posteriormente o Detran - GO realizou um recadastramento geral em Goiás e a placa da moto foi alterada para VD 366.

 

Esta é uma 750 cc de grande porte: a Honda Magna VF 750 cc é uma moto de produção limitada.  Basta dizer que em Goiânia só existem duas,  ao passo que existem  dezenas de Yamahas V-Max e Hondas XX, por exemplo.  Esta aqui da foto pertence ao meu cunhado Pedro Ivan Marques.

Esta é uma 750 cc de grande porte: a Honda Magna VF 750 cc é uma moto de produção limitada. Basta dizer que em Goiânia só existem duas, ao passo que existem dezenas de Yamahas V-Max e Hondas XX, por exemplo. Esta aqui da foto pertence ao meu cunhado Pedro Ivan Marques.

Uma moto atual e diferente: Honda Magna 750 cc.

Webmaster II (Amyr) e eu junto à Honda Magna 750 cc (motor V4) do meu cunhado Pedro Ivan Marques. Este é um modelo de grande porte e produção limitada.

Webmaster II (Amyr) e eu junto à Honda Magna 750 cc (motor V4) do meu cunhado Pedro Ivan Marques. Este é um modelo de grande porte e produção limitada.

Para você que chegou até aqui eu reservei uma  surpresa

 

Ricardo C. da Rocha Lima
Maio de 1999.

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Dicas para viagens de moto:

Para viajar de moto da maneira adequada, e de forma a desfrutar do veículo e da viagem propriamente dita, certos cuidados devem ser tomados antes de pegar a estrada:

Eu e Dream no dia 3 de julho de 1999 na entrada da Fazenda Vereda, de propriedade de meu pai.  Município de Hidrolândia - GO.

Eu e Dream no dia 3 de julho de 1999 na entrada da Fazenda Vereda, de propriedade de meu pai. Município de Hidrolândia - GO.

Iniciando uma viagem de retorno a Caldas Novas.  Manhã do dia 03/07/99, Fazenda Vereda, município de Hidrolândia - GO.

Iniciando uma viagem de retorno a Caldas Novas. Manhã do dia 03/07/99, Fazenda Vereda, município de Hidrolândia - GO.

A Dream com "roupa de festa": retão chegando a Caldas Novas, ao fundo vê-se parte da Serra de Caldas Novas.

A Dream com "roupa de festa": retão chegando a Caldas Novas, ao fundo vê-se parte da Serra de Caldas Novas.

Agindo da maneira acima o motociclista assegura a realização de uma viagem mais prazerosa, desde que atente também para alguns outros detalhes, como os seguintes:

Eu tenho notado que atualmente vários motociclistas preferem usar em viagens macacões de couro (tipo Dainese), como os usados em competição.   Embora proporcionem muita proteção ao motociclista, não necessariamente proporcionam conforto em mesmo grau.  Em percursos longos, e durante vários dias seguidos, não são os mais indicados.  Continuamos preferindo a combinação calça jeans com blusão de couro, ou mesmo calça de couro e blusão de couro (peças separadas).

Outro aspecto fundamental é quanto a alimentação a ser ingerida ao longo da viagem, este item é tão mais importante quanto maior é o roteiro a ser percorrido:

O dia deve ser dividido, para efeito de viagem, em duas partes desiguais. No período da manhã é quando a viagem rende mais (o clima é mais fresco, você está mais descansado, o rendimento do motor da moto é melhor, etc.) - você deve acordar cedo e vislumbrar um período de seis horas pela frente (vamos dizer das seis horas da manhã ao meio-dia).  Pense num intervalo de parada entre o meio-dia e as duas da tarde, e programe mais quatro horas de viagem (das 14:00 hs às 18:00 hs por exemplo).  Evite viajar à noite, bem como muito de madrugada pela manhã.

Algumas vezes já saí às quatro e meia da manhã de Curitiba-PR em direção a Goiânia-GO, é uma hora em que os cuidados devem ser redobrados: temos os caminhoneiros que também madrugam, os ônibus que saem com os tanques cheios das garagens e derrubam óleo diesel nas curvas, tornando-as escorregadias e perigosas, temos os animais que dormem ao relento (como cavalos) e que a esta hora retornam para casa, às vezes cruzando a pista por onde você está passando, enfim temos uma série de eventos possíveis de ocorrer, e que só serão lembrados por você quando realmente a sua experiência de estrada o levar a isto, ou seja quando você já tiver acumulado bastante "quilometragem no lombo".

Outro aspecto relevante é quanto às chuvas de verão. Na maior parte do Brasil elas ocorrem geralmente na parte da tarde, portanto se prepare com antecedência para elas quando estiver na estrada.  Agasalho de chuva, na forma de macacão ou mesmo conjunto de calça, jaqueta e proteção para os pés é fundamental.   Este é mais um motivo pelo qual as viagens rendem mais no período da manhã.

Chegando a Caldas Novas (vindo de Goiânia) na tarde do dia  24/07/99.  A espuma colocada debaixo da sacola serve para proteger o banco e dar maior firmeza à bagagem.  Na cesta dianteira costumo colocar uns dois quilos de bagagem, o que contribui na distribuição de peso e torna a moto mais estável.

Chegando a Caldas Novas (vindo de Goiânia) na tarde do dia 24/07/99. A espuma colocada debaixo da sacola serve para proteger o banco e dar maior firmeza à bagagem. Na cesta dianteira costumo colocar uns dois quilos de bagagem, o que contribui na distribuição de peso e torna a moto mais estável.

Procure viajar com as roupas secas, assim antes que comece a chover dê uma paradinha na beira da estrada e vista sua roupa de chuva.  Quando o tempo firmar novamente (fizer sol) retire, dobre e guarde no local adequado a sua roupa de chuva.  Muito cuidado para não encostar sua roupa plástica de proteção contra chuvas, no escapamento quente da moto: além de danificar a mesma você poderá danificar o cromado do escapamento, isto sem falar numa possível queimadura na perna é óbvio.

Eu já constatei que as luvas plásticas que vem junto com os conjuntos de roupa para chuva não nos dão segurança ao usá-las, principalmente por cima de luvas de couro que já estejamos usando.  Acontece que estas luvas plásticas têm espaço para colocarmos o polegar de um lado e os outros quatro dedos de outro, assim para aqueles motociclistas que costumam usar os dedos indicador e médio, ou mesmo só o indicador na manete do freio dianteiro, terão um obstáculo para isto já que os quatro dedos estarão juntos no mesmo espaço da luva.  Além disso elas podem escorregar nas manetes de freio e embreagem.  Prefira molhar a luva de couro, é mais seguro e mais prático.

Mais uma pose com a Dream, e com uma galinha "folgada" na cerca coberta de hera.  Fazenda Vereda, manhã de 01/07/99.

Mais uma pose com a Dream, e com uma galinha "folgada" na cerca coberta de hera. Fazenda Vereda, manhã de 01/07/99.

Procure sempre pernoitar em hotéis, pousadas ou mesmo postos de combustível que tenham alojamento, e que ofereçam total segurança para você e para a sua moto.  É preferível se alojar nestes locais ao longo das estradas, do que escolher as grandes cidades, ou pior ainda, a periferia das grandes cidades (mesmo que neste caso o estabelecimento seja de boa categoria).

Para saber como estão as estradas procure conversar com os caminhoneiros ou com policiais da Polícia Rodoviária Federal, com eles você obterá a informação correta.  Aliás, você deve buscar ao longo do trajeto que está a percorrer, a melhor interação possível com eles.  Agradeça sempre que um caminhoneiro lhe der passagem (dois toques na buzina da moto, ou mesmo um aceno com a mão), ao criar este clima de camaradagem você estará garantindo um eventual socorro mecânico que porventura você venha a precisar.

A Honda Dream e o amigo Odilon de Sena Ferreira, no dia 30/12/99 na revisão dos 21.000 km.  Odilon é mecânico especializado e trabalha na revenda Honda - Moto For em Goiânia-GO, local onde a Dream foi adquirida e onde todas as revisões são feitas.  Todas as revisões da Dream foram feitas pelo Odilon.

A Honda Dream e o amigo Odilon de Sena Ferreira, no dia 30/12/99 na revisão dos 21.000 km. Odilon é mecânico especializado e trabalha na revenda Honda - Moto For em Goiânia-GO, local onde a Dream foi adquirida e onde todas as revisões são feitas. Todas as revisões da Dream foram feitas pelo Odilon.

Em todas as minhas viagens, sempre agi assim e o retorno sempre se mostrou proveitoso; muito embora até hoje, felizmente não tenha necessitado de nenhuma ajuda em decorrência de alguma pane maior nestes trinta e tantos anos de estrada.