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Viajando com a Honda CBX 250 Twister:

Finalmente chegou o dia 26 de Dezembro de 2001.  A vontade de colocar a Twister na estrada era grande.

Com a viagem a Belo Horizonte - MG mataria dois coelhos com uma só cajadada: completaria o amaciamento do motor da moto - fazendo uma viagem de percurso médio, com bagagem e garupa - e visitaria minha avó Antonieta (agora já com 101 anos de idade) querida anfitriã de vários outros roteiros anteriores nos quais passei pela cidade, tanto com os amigos quanto com Theresa.

Como não havia feito grandes preparativos, como todas as minuciosamente planejadas viagens das vezes anteriores, amarrei a bagagem da seguinte maneira: sobre o tanque de gasolina coloquei uma flanela, a espuma já tradicionalmente usada nas viagens com a Dream, e uma sacola de viagem com roupas para três dias (algumas poucas peças minhas e de Theresa).

Amarrei tudo com a rede/extensor e mais um elástico, as pontas foram "engatadas" nas nervuras inferiores do tanque de gasolina da moto, protegidas por pedaços de câmara de ar.  Diretamente sobre a rabeta amarrei os dois volumes referentes às roupas de chuva (conjuntos Yamaplás, da Theresa, e o meu Piracapas).  Extensores abraçando os "embrulhos" e passando por debaixo do paralama traseiro, abaixo da lanterna traseira, os comprimiam contra a rabeta.   Ficaram bastante firmes.

Às 7:00 horas da manhã iniciamos nosso percurso de 260 km de Goiânia a Catalão, sem parada.  O trecho foi percorrido sem incidentes, com a moto rendendo bem, e eu me acostumando com o grande volume (a sacola sobre o tanque) ao qual eu viajava praticamente abraçado.  Gastei 3 horas de viagem, e a moto fez aproximadamente 23 km/litro.

Theresa e a Twister no primeiro abastecimento da viagem: Catalão - GO, às 10:03 hs.

Theresa e a Twister no primeiro abastecimento da viagem: Catalão - GO, às 10:03 hs.

O clima nublado, embora sem chuvas, em muito contribuiu para uma viagem tranquila.  O movimento era pequeno, afinal de contas poucos são aqueles que viajam no dia seguinte ao Natal.

Após o abastecimento, ida ao banheiro e lanche partimos rumo a Araguari - MG.  Na realidade eu poderia ter entrado, antes de chegar a Araguari, para Ibiá e Patrocínio.  Como não percebi esta entrada, segui direto até Araguari, e de lá alcancei posteriormente Ibiá e Patrocínio.

Percebi que mantinha uma velocidade cruzeiro entre 100/120 km/hora, com grande regularidade em torno dos 110 km/hora.  A moto rendia muito bem, e rodava sem esforço - com piloto e garupa totalizando 107 kg de peso, mais uns 18 kg de bagagem (sacola e roupas de chuva).

Pose ao lado da moto, após abastecimento em Patrocínio - MG.  Havia percorrido 213 km até aqui, a partir de Catalão; gastei 1:45 hs. e a moto fez 22,8 km/litro.

Pose ao lado da moto, após abastecimento em Patrocínio - MG. Havia percorrido 213 km até aqui, a partir de Catalão; gastei 1:45 hs. e a moto fez 22,8 km/litro.

A Theresa logo encarregou-se de fazer alguns comentários quanto à moto: concordou plenamente comigo no que diz respeito à flagrante evolução tecnológica se compararmos a CB 400 com a Twister.  Mas acrescentou: o conforto do banco da Twister é muito inferior - aliás não pode ser comparado - ao da CB 400.  A CB 400 proporcionava quase o conforto de uma poltrona.  O da Twister é efetivamente mais duro e liso, além de lançar o passageiro para a frente nas freadas, fazendo com que este se esforçe para não empurrar o piloto.

Os amortecedores traseiros da CB 400 tinham cinco posições de regulagem, já o amortecedor traseiro da Twister tem posição fixa (sem regulagens extras, além da original).  Como eu não quis amaciar a traseira - via menor pressão no pneu traseiro - aliviando assim os impactos dos buracos na balança traseira, a moto "quicava" um pouco, tornando-se assim desconfortável para o garupa (Theresa).  Definitivamente faria uma grande diferença caso a Twister tivesse uma suspensão traseira Pro-Link, como é o caso de sua irmã on-off road Tornado.

Eu rodei toda a viagem com 33 libras de nitrogênio na dianteira e 36 libras na traseira (conforme recomendado pela fábrica).  Atualmente já baixei a pressão do pneu traseiro para 35 libras.

Eu e minha avó, Sra. Maria Antonieta Pires de Carvalho, nos seus bem vividos 101 anos de idade.  Ela foi o motivo maior da viagem a BH.

Eu e minha avó, Sra. Maria Antonieta Pires de Carvalho, nos seus bem vividos 101 anos de idade. Ela foi o motivo maior da viagem a BH.

Próximo a Ibiá cruzei um pequeno trecho com chuvas - mais ou menos uns 2 km - optei por molharmos um pouco ao invés de parar na estrada para vestirmos os conjuntos protetores de chuva.

Foi uma decisão acertada, visto que estávamos atravessando um "rabo" de uma chuva de verão.  Logo a seguir o tempo firmou até as proximidades da Patrocínio.  Percebemos então que agora a chuva vinha para valer, quando olhamos em direção a Campos Altos - MG.  Vestimos nossas roupas de chuva e seguimos até Luz, onde paramos para abastecer a moto e tirar as roupas de chuva, já que ela havia parado.

Depois disto seguimos para Belo Horizonte, enfrentando um tráfego considerável.  Ao chegarmos àquela capital percebemos que o céu estava negro, como se fosse desabar em água.  Felizmente não tomamos chuva até chegarmos à casa de minha avó.  A saudade da querida anfitriã de várias férias, e de outros roteiros feitos de moto, era grande.

A moto foi para a garagem e dali só saiu para um rápido reabastecimento no sábado à tarde - debaixo de chuva - para que saíssemos de volta a Goiânia - GO no dia seguinte (domingo bem cedo).

Ficou decidido que voltaríamos no dia 30/12/2001, domingo.  Com isto evitaríamos o movimento que fatalmente aconteceria na segunda-feira que seria o último dia do ano.

Resumo da ida a BH: 885 kms. rodados em aproximadamente doze horas.   Foram gastos 38,6 litros de combustível, o que dá uma média de 23,92 km/litro.

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Dicas de manutenção

Lubrificando a corrente da Twister: Lubrifique a corrente da moto de 500 em 500 kms aproximadamente, conforme segue: "Para lubrificação da corrente, tornando-a mais macia e produzindo menos barulho na relação use uma mistura de óleo 90 com um tubo de Bardahl G/A (para câmbios e diferenciais).  Ou utilize diretamente a graxa da Bardahl para lubrificação de engrenagens e transmissões (tubo vermelho com letras amarelas, geralmente encontrada em grandes supermercados como o Carrefour, por exemplo).

Prepare um vidro vazio de azeitonas ou coisa similar, daqueles com tampa metálica de rosca, de 500 ml com esta mistura, e vá enchendo quando necessário um pequeno recipiente vazio de maionnese Helman's, aqueles com bico retrátil, ou mesmo um recipiente destes de adoçantes com a mistura para aplicar na parte interna da corrente.

Como não coloquei cavalete central na minha moto, eu aplico a mistura num pedaço da parte interna da corrente, movimento a moto um pouco, e aplico na outra metade interna da corrente.  Depois, com muito cuidado para não derrubar a moto, inclino a mesma livrando a roda traseira do chão e rodando-a para espalhar melhor a mistura na corrente.

Limpe o excesso de óleo (só da parte externa da corrente).  Repita este procedimento em intervalos de aproximadamente 500 km rodados.
 
Calibragem dos pneus: Calibre os pneus de sua moto com nitrogênio.  Eles esquentarão menos, com menor desgaste e a calibragem permanece por mais tempo.  Cheque a calibragem periodicamente.

Abastecimento: Use gasolina aditivada, de boa procedência, de preferência em postos que garantem a qualidade do combustível que vendem.  Escolha um posto como aquele em que você confia, e abasteça preferencialmente sempre nele.


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