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Viajando com a Honda CBX 250 Twister:

Saímos cedo (06:00 hs) de Belo Horizonte, debaixo de chuva.  As roupas de chuva que havíamos vestido em casa, foram usadas durante todo o percurso.  Mesmo quando o tempo firmou, já no Triângulo Mineiro (relativamente próximo a Catalão - GO) optamos por permanecermos vestidos com as mesmas - apesar do desconforto - o trabalho para tirá-las, dobrá-las e amarrá-las na rabeta não valia a pena.

Aliás as chuvas no percurso de volta me atrapalharam tirar as fotos que pretendia.

Parada para abastecimento no Posto JK, em Catalão - GO, na volta de BH.  Dia 30/12/01, aproximadamente 14:00 hs.

Parada para abastecimento no Posto JK, em Catalão - GO, na volta de BH. Dia 30/12/01, aproximadamente 14:00 hs.

No trecho de Catalão a Cristianópolis - GO ainda pegamos alguma chuva.  Apesa de tudo isto às 18:00 hs estávamos chegando em nossa casa, após percorrermos 885 km em doze horas de viagem.  A Twister "comportou-se" muito bem em todo o percurso de ida e volta.

Um fato interessante que merece ser mencionado: quando estávamos próximos a Goiânia - GO, percebi que o indicador digital de combustível estava marcando reserva.  Assim sendo, acionei a torneira do tanque para a posição reserva e acabei de chegar em casa.  No dia seguinte, ao sair com a moto para lavá-la a mesma parou de funcionar, antes mesmo de eu alcançar um posto de gasolina.  Percebi que ainda havia gasolina no tanque (reserva), mas esta não era "pescada" pela carburação.

Nem mesmo inclinando a moto para as laterais, de maneira que o restante de combustível mudasse de posição no tanque, fez com que a mesma pegasse.   A saída foi conseguir uma garrafa vazia de refrigerante e buscar gasolina no posto.  Feito isto, e reabastecida a moto, ainda assim tive trabalho para funcioná-la: tive que empurrá-la com a segunda marcha engatada e fazê-la pegar no "tranco".

 

Theresa, também vestida com sua roupa de chuva, no Posto JK - Catalão - GO.

Theresa, também vestida com sua roupa de chuva, no Posto JK - Catalão - GO.

Conclusão: feitos os cálculos no abastecimento descobri o limite de minha moto.  Dos 16,5 litros nominais do tanque de combustível, eu posso efetivamente contar com 13 litros.  A partir daí a gasolina não é "pescada" do fundo do tanque (reserva).  Então, rodando com piloto e garupa mais bagagem, eu tenho uma autonomia aproximada de 280 km com segurança.   Isto rodando entre 100/120 km por hora, na maior parte do tempo em quinta ou sexta marcha.

No dia 24/02/2002 fiz um abastecimento após percorrer 339,4 km de trânsito urbano (e após a revisão dos 3.000 km), para minha surpresa gastei apenas 12,4 litros de combustível; isto dá uma média de consumo de 27,37 km/litro na cidade.

Em 10/03/2002 abasteci novamente a Twister: foram 334 km no trânsito urbano, consumindo 12 litros de combustível, dando assim uma média de 27,9 km/litro.

Nas três últimas abastecidas durante o mês de Abril/02 alcancei a meta prevista logo que comprei a moto: fazer uma média de 30 km/litro.  Fiquei feliz em ter acertado nas minhas previsões, afinal de contas os 32 anos de motociclismo me credenciavam para tal acerto.  A utilização da moto na cidade - andando suave, com acelerações "contidas", em percursos mistos de asfalto e terra, e em percursos de asfalto em rodovias - na faixa de 80 a 100 km/hora resultou no alcance da média de 30 km/litro por três vezes consecutivas.

Até o dia 11/05/2002 eu ainda não havia ido a Caldas Novas na Twister.  Neste dia levantei cedo disposto a fazer uma viagem rápida àquela cidade.   Resolveria alguns assuntos por lá, encontraria alguns amigos e retornaria no mesmo dia.  Coincidentemente minha viagem servia para comemorar exatos 32 anos de motociclismo, fui pensando nisto na viagem (a minha cinquentinha me veio à lembrança).   No entanto, o deslizar macio da Twister me fez voltar ao presente: quanta evolução houve nas motos, e como estou satisfeito com a Twister.

Pude perceber que a revisão dos 6.000 kms, realizada na semana anterior à viagem, serviu para tornar a moto ainda mais macia.  Conforme recomenda o manual do proprietário foi feita a desmontagem da frente da moto, para lubrificação da caixa de direção, troca de óleo e filtro de óleo, conferência da abertura das válvulas, e os outros procedimentos padrão.  Realmente agora a moto está devidamente amaciada, com um funcionamento perfeito, e fazendo os 30 km/litro que eu desejava desde que a comprei.


A Twister em estradas de terra:

Surpreendentemente a Twister comporta-se muito bem em estradas de terra.  Mantém com tranquilidade a trajetória desejada pelo piloto, sem necessidade de constantes correções via acelerador (como sempre usei fazer nas motos trail que tive, ou que pilotei).

Diferentemente da CBX 200 Strada, a Twister proporciona uma direção mais agradável e suave, sem "batidas" na suspensão dianteira e sem as indesejáveis mudanças bruscas de trajetória.  Confirmei isto até mesmo numa pequena trilha em meio a um pasto de brachiaria na fazenda de meu pai.

Dando uma volta no pasto de brachiaria.  Fazenda Vereda em Janeiro de 2002.

Dando uma volta no pasto de brachiaria. Fazenda Vereda em Janeiro de 2002.

Os pneus de perfil baixo, mais adequados a pisos pavimentados, não decepcionam ou fazem feio na terra ou cascalho.  A sua largura avantajada possibilitam excelente "grip", o que é bastante ajudado pela suspensão Pro-Link da balança traseira, e pelo fato da mesma ser de alumínio de seção quadrada.

A excelência da construção e divisão de pesos no quadro também conta pontos neste quesito.

A Twister na estrada de terra.  Ao fundo vê-se parte do rebanho de gado Nelore da Fazenda Vereda, no mês de Janeiro de 2002.

A Twister na estrada de terra. Ao fundo vê-se parte do rebanho de gado Nelore da Fazenda Vereda, no mês de Janeiro de 2002.

A suavidade do funcionamento do motor e suas respostas rápidas nas acelerações, nos permitem corrigir a trajetória com pequenas acelerações, o que geralmente só é comum nas motos trail (principalmente as de motores dois tempos).  Enfim, seu funcionamento suave e progressivo nas várias marchas e rotações proporcionam um rodar suave quando em percursos de terra.

Povoado de Santa Maria, município de Hidrolândia - GO.

Povoado de Santa Maria, município de Hidrolândia - GO.

Comprovei isto com garupa, carregando meu irmão que pesa 85 kg, e também sozinho em trechos de aproximadamente 32 km (misto de chão batido, com trechos de cascalho e até mesmo "costelas-de-vaca").


Alguns detalhes na manutenção da Twister:

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