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Sundown STX Motard: a 1ª motard "brasileira"

A Sundown STX Motard, a meu ver, se destacou dentre todos os lançamentos de 2007.  Todos os detalhes inovadores e positivos - que resultam numa moto surpreendentemente diferente das demais - não passaram despercebidos aos meus olhos de motociclista experiente e detalhista.  No entanto naquela ocasião (Março de 2007) eu optei por comprar a Sundown Hunter 90, primeiramente porque a mesma se colocava dentro do meu orçamento e também porque eu queria rodar novamente numa moto de pequeno porte.

Ao clicar em cada foto, você a verá em tamanho maior numa outra janela.  Todas as fotos tem legenda.

Calibrando os pneus da minha motard com nitrogênio. Loja da Pneulândia, na av. T-63, em Goiânia - GO na tarde do dia 02/05/2008.

Com o passar do tempo eu pude conhecer melhor a marca (Sundown) e verificar que esta tem uma atitude positiva de ganhar mercado: ofertando produtos honestos, com inovações e bom padrão de acabamento, e com uma relação custo x benefício simplesmente imbatível;  e com uma assistência técnica pró-ativa e receptiva.

Durante um ano (Março de 2007 a Março de 2008) eu rodei na minha Hunter 90, e tornei-me totalmente apaixonado por esta " noventinha".  Mas como tudo evolui, e nós também temos que evoluir, percebi que já era hora de eu presentear a mim mesmo com uma motocicleta mais potente e que viesse coroar esta data com estilo, pelo fato de estar completando 38 Anos de Motociclismo.  Aí realmente optei pela melhor escolha: sem dúvida alguma a Sundown STX Motard ganhou disparado das demais motos dentro do meu leque de opções, e específicamente da Yamaha XTZ 250 X.

Tarde do dia 02/05/2008, no momento em que eu recebia a chave da Sundown STX Motard das mãos da Sra. Silvanete Limongi. Ao lado da Motard vê-se a minha (agora ex) Sundown Hunter 90.

Um dos meus irmãos (treze anos mais novo que eu, e motociclista de "primeira viagem") se encantou com o lançamento da Yamaha, e me encarregou de fazer a pesquisa da XTZ 250 X.  Nós estávamos com vontade de comprar duas motos novas - a dele seria a primeira - preferencialmente do mesmo modelo.   Entretanto, a firme intenção de permanecer fiel à marca Sundown e à revenda Moto Limongi me fez optar pela STX Motard, enquanto ele realizou a compra da Yamaha XTZ 250 X.

Só que eu adquiri a minha Sundown STX Motard sem contar nada para ele, e assim pude fazer uma ótima surpresa ao mesmo.  Desta forma dentro em breve irei disponibilizar várias informações a respeito das duas motos nestas páginas, inclusive efetuando comparações as quais são inevitáveis.

A Sundown STX Motard e a Yamaha XTZ 250 X vistas do lado esquerdo.

Manhã do dia 03/05/2008 na porta da casa de meu irmão Irom, a Sundown STX Motard e a Yamaha XTZ 250 X.    A Sundown STX Motard e a Yamaha XTZ 250 X vistas do lado esquerdo.

Respeitadas as diferenças de cilindradas (Sundown STX Motard - 200cc  /  Yamaha XTZ 250 X - 250cc)  e o fato da Yamaha ter injeção eletrônica, entendo que a Sundown STX Motard vence em todos os outros quesitos.  O mais importante deles a meu ver é o preço:  eu paguei R$ 8.060,00 na minha Sundown, ao passo que a Yamaha do meu irmão custou a ele R$ 12.000,00; ou seja: a Yamaha custou o equivalente a 50% a mais que a minha Sundown.

Aqui estão os Irmãos Motard - apelido que eu dei a nós mesmos.

Os Irmãos Motard saindo para um pequeno passeio.

Outra pose dos Irmãos Motard.

Aqui estão os Irmãos Motard - apelido que eu dei a nós mesmos.    Os Irmãos Motard saindo para um pequeno passeio.    Outra pose dos Irmãos Motard.

A Sundown STX Motard oferece ainda ítens exclusivos e diferenciados que a tornam efetivamente e definitivamente a primeira Motard brasileira: suspensão dianteira invertida (upside down), rodas de alumínio reforçadas com quinas, escapamento "dimensionado" de fábrica (com um design mais bonito e funcional, e com um ruído mais esportivo que o da Yamaha),  amortecedor traseiro com câmara de nitrogênio, assento com grip resultando em melhor padrão de acabamento, corrente de transmissão 520 com retentores (O'ring), pedaleiras do piloto articuladas - em aço inoxidável, pedais do freio traseiro e do câmbio com pontas articuladas, peso seco de 121 kg contra 132 kg da Yamaha XTZ 250 X, e protetor de carter em alumínio (ausente no modelo motard da Yamaha).

A seguir apresentamos as especificações técnicas da Sundown STX Motard 200cc.

Dados tecnicos Sundown STX Motard

Gosto não se discute, portanto eu só tenho a acrescentar que aos meus olhos a Sundown STX Motard apresenta um conjunto mais harmonioso, com um design muito bonito, tem uma presença marcante, e todos os detalhes que observei (parafusos do motor, pintura e acabamento do motor e balança traseira, balança dianteira, a espessura e a qualidade do material usado nas duas mesas da suspensão dianteira - superior e inferior à caixa da direção, manoplas, etc.) cairam mais no meu agrado.  Em breve disponibilizarei mais informações a respeito das nossas motos, especialmente da Sundown STX Motard.

Eu (Ricardo) e as motards brasileiras.

Meu irmão Irom com as nossas motards.

Eu (Ricardo) e as motards brasileiras.        Meu irmão Irom com as nossas motards.

Nestes primeiros quilômetros rodados vejo que acertei na mosca na escolha da moto.  A Sundown STX Motard é extremamente macia, a suspensão é progressiva e trabalha maravilhosamente bem em pisos irregulares (esta é a norma de nossas ruas hoje em dia), mesmo com garupa.  Estou gostando bastante também da posição de pilotagem,  do comportamento do motor (bastante esperto na subida de giros), e da maciez e precisão do câmbio.  Aos interessados comunico que farei uma avaliação minuciosa de minha moto com o passar do tempo.   E acrescento que terei condições reais de traçar comparações com a Yamaha XTZ 250 X.

Na manhã do dia 13/05/2008 não consegui ligar o motor da minha moto.  Tentei fazer o motor pegar no tranco (empurrando a moto com a embreagem acionada e com a segunda marcha engatada) e também não consegui - o clima estava um pouco frio.  Eu percebi que a carga da bateria não estava suficientemente forte para fazer outras tentativas usando a partida elétrica.  Por volta do meio-dia, com a temperatura ambiente mais quente, consegui fazer a moto pegar no tranco; me dirigi então para a revenda Moto Limongi, onde o mecânico Baiano colocou a bateria para recarregar (usando a carga lenta), e fez todos os outros testes de praxe quando o problema se refere à parte elétrica da moto.

No entanto, mais tarde ao me comunicar com ele descobri que o problema estava localizado no contagiros da moto,  o qual estava roubando carga da bateria.  Voltei à revenda, fiz todos os procedimentos referentes à solicitação de garantia e pedimos um novo painel à fábrica Sundown.  Espero que este chegue logo para que eu possa continuar usando a moto normalmente, inclusive indo para rodovias para completar o processo de amaciamento do motor da minha STX Motard.

Abasteci a minha moto no dia 15/05/2008 e obtive um excelente resultado para os primeiros 210 km rodados em trânsito urbano: alcancei a média de 29,20 km/litro (rodei 210 km com 7,19 litros de combustível - usando gasolina aditivada).

No dia 22/05/2008 fiz uma viagem a Pirenópolis - GO, cidade histórica do ciclo do ouro distante 130 km de Goiânia - GO.  Levei Theresa na garupa com o intuito de fazermos um "test-drive" completo da minha Sundown STX Motard, eu como piloto e ela como garupa - ambos bastante experientes em suas respectivas funções.  A viagem serviu também para visitarmos meus tios Elder e Beatriz em sua casa-de-campo naquela cidade.

Theresa e a Sundown STX Motard num retão da estrada que leva a Pirenópolis - GO. Ao fundo vê-se parte da Serra dos Pireneus.

Procurei observar o comportamento da moto no tocante a dirigibilidade, consumo, suspensões, e principalmente conforto.  Até a metade da viagem me posicionei no banco da moto como se estivesse pilotando sozinho (o que ocorre normalmente).  No entanto, Theresa fez uma interessante observação: ela estava se posicionando na parte final do banco, com tendência a escorregar a todo momento para a rabeta plástica, já que colocou sua bolsa a tiracolo entre nós dois (isto fez com que o espaço livre entre piloto e garupa fosse ocupado pela bolsa).

Eu, a Motard, meus tios Elder e Beatriz, minha prima Ana Beatriz e os netos de meus tios.    Eu ao lado de minha STX Motard defronte a um muro de pedras, na cidade de Pirenópolis - GO, na tarde do dia 22/05/2008.

Corrigida a minha posição no banco da moto - sentei-me mais à frente, em direção ao tanque de gasolina - sobrou mais espaço para Theresa e aí a viagem tornou-se um pouco mais confortável para ela.

O desempenho da moto foi muito bom, eu conseguia subir em quinta marcha e apenas em algumas ocasiões tive que usar a quarta marcha (em subidas mais íngremes).  Nas ruas calçadas de pedras irregulares em Pirenópolis, observei que a suspensão da moto foi bastante eficiente e macia, rodando com piloto e garupa.  No retorno parei num posto de gasolina entre Anápolis e Goiânia, o combustível da moto havia entrado na reserva.  Eu havia percorrido aproximadamente 200 km com 7,86 litros de combustível, o que resultou numa média de 25,44 km/litro.

Se levarmos em conta que o motor está na fase inicial de amaciamento, e que eu viajei com garupa, o consumo foi bastante compatível com a situação.  Eu pretendo alcançar médias superiores a 30 km/litro após o total amaciamento do motor, e após a segunda ou terceira revisões iniciais da moto.

No dia 28/05/2008 retornei à revenda Moto Limongi para colocar o novo painel da minha moto - o qual foi trocado gratuitamente pela fábrica face ao defeito apresentado (já narrado acima).

Dando continuidade ao amaciamento dos motores de nossas motos, eu e meu irmão fizemos uma pequena viagem a Abadiânia - GO na manhã do dia 31/05/2008.  Saímos cedo de Goiânia - GO e seguimos em direção a Brasília - DF.  Abadiânia situa-se praticamente na metade do trajeto que liga a capital do Estado de Goiás à capital do País.  Rodamos cerca de 210 km, incluindo uma volta que demos por dentro da cidade de Anápolis-GO, ocasião em que aproveitamos para abastecer nossas motos com gasolina aditivada.

Meu irmão, Irom da Rocha Lima Neto, e nossas motards num trecho da BR-060, nas proximidades de Anápolis - GO.

Eu e nossas motards num trecho da BR-060, nas proximidades de Anápolis - GO.

Meu irmão, Irom da Rocha Lima Neto, e nossas motards num trecho da BR-060, nas proximidades de Anápolis - GO.    Eu e nossas motards num trecho da BR-060, nas proximidades de Anápolis - GO.

Nesta viagem o desempenho das duas motos foi muito bom.  A minha Sundown STX Motard alcançou uma boa média no tocante ao consumo de combustível - ao abastecer em Anápolis, no percurso de retorno de nossa viagem, eu havia percorrido 160 km com 5,7 litros de gasolina, resultando portanto num consumo de 28,07 km/litro.  A Yamaha XTZ 250 X de meu irmão fez uma média praticamente idêntica à minha.

O contagiros de minha moto mostrou-se errático quando passava das 6.000 rpm.  Vou conversar com o mecânico que cuida  de minha moto (Baiano) a fim de solucionarmos este problema, já que o painel foi trocado pela fábrica por causa do defeito no contagiros original.

O abastecimento seguinte foi realizado na véspera de levar a minha moto para a primeira revisão (1.000 km), eu havia percorrido 163 km desde Anápolis - GO: 60 km em rodovia e 103 km em trânsito urbano.  A minha moto atingiu uma excelente média: rodou os 163 km com 5,12 litros de gasolina, resultando em 31,83 km/litro.  Levei a minha moto à concessionária Sundown no dia 06/06/2008, foi feita a revisão dos 1.000 km com os ajustes de praxe; na troca de óleo fiz questão de adicionar 100 ml de Bardahl B12 Plus ao óleo semi-sintético recomendado pelo fabricante da motocicleta - (Castrol 4T 20W50 API SG Actevo).

Este fato somado ao criterioso ajuste de válvulas e demais procedimentos de praxe nesta revisão resultaram num motor com funcionamento extremamente macio.  Decorrente de experiências anteriores já realizadas em outras motocicletas que tive, posso afirmar que o Bardahl B12 Plus é um excelente aditivo melhorador de óleos minerais e sintéticos.  De agora em diante vou trabalhar para alcançar a minha meta, a qual considero um pouco arrojada: eu pretendo alcançar médias de consumo para a minha moto em torno dos 35 km/litro.

Convém ressaltar que no uso diário a Sundown STX Motard mostra-se uma moto desconfortável para o passageiro garupa, face ao fato de que o calor emanado do escape esquenta a perna direita do mesmo na altura do tornozelo.  Este fato ocorre apenas no trânsito urbano, onde as baixas velocidades aliadas às constantes paradas em semáforos faz com que o motor da moto esquente mais do que em rodovias.

Nos últimos dois abastecimentos eu consegui médias de consumo em torno dos 30 km/litro, a saber: no dia 19/06/2008 eu abasteci a moto após percorrer 184 km (dos quais 90 km em rodovia, com garupa) com 6,10 litros de gasolina, resultando numa média de 30,16 km/litro.  No dia 21/06/2008 abasteci novamente a minha moto após percorrer 162 km em trânsito urbano, com um consumo de 5,33 litros de combustível, resultando numa média de 30,39 km/litro.

É interessante mencionar que na Europa está sendo comercializada uma moto idêntica à Sundown STX Motard, trata-se da Kreidler Supermoto 250 DD 2008.

Em 24/07/2008 levei a minha moto à revenda autorizada Sundown (Moto Limongi) para tirar um pequeno vazamento no pedal do câmbio.  Foi feita a troca do retentor, e o problema foi prontamente corrigido dentro da garantia de fábrica.  É importante mencionar que o bom funcionamento geral da moto depende muito da revenda onde a mesma foi adquirida, pois a montagem e revisão de entrega da moto, as revisões posteriores e serviços periódicos quando bem feitos garantirão a tranquilidade do proprietário.

No dia 26/07/2008 fui a Brasília - D.F. para presenciar o 5º Moto Capital - evento em comemoração ao Dia Nacional do Motociclista.  O evento aconteceu às margens do Lago Sul (Concha Acústica); permanceci lá das 10:00 hs da manhã até às 15:00 hs quando retornei a Goiânia - GO.  A viagem serviu para completar o processo de amaciamento da minha STX Motard, e para confirmar o seu desempenho e consumo em duas situações diferentes.  Na ida mantive velocidades de 90 km/h a 115 km/h e obtive uma média de consumo de 24,50 km/litro, ou seja: rodei 208 km com 8,49 litros de gasolina (quando o combustível entrou na reserva).

Sundown STX Motard, Honda CB 1300 SuperFour e Suzuki GSX-R.    Harley Davidson Sportster XL 883 R em primeiro plano, ao fundo avista-se parte do Lago Paranoá.

Na volta rodei na faixa dos 80 km/h aos 90 km/h e consegui a fantástica média de 36,63 km/litro.  Percorri 244 km com 6,66 litros de gasolina.  Convém mencionar que apesar do calor do meio da tarde a moto mostrou-se mais econômica devido à faixa de velocidade mais baixa, e também da predominância de retas e descidas - Brasília encontra-se localizada a uma altitude de aproximadamente 1.100 metros em relação ao nível do mar, ao passo que Goiânia localiza-se a aproximadamente 733 metros de altitude.

Em 19/08/2008 levei a minha STX Motard para a revisão dos 3.000 kms; naquela ocasião enfatizei ao pessoal da revenda Moto Limongi que dar partida no motor da minha moto estava se tornando uma operação complicada.  Principalmente de manhã, logo na primeira tentativa, com o motor frio.  Caso não conseguisse fazer o motor pegar na primeira tentativa, aí a bateria não tinha carga suficiente para girar o motor de arranque nas tentativas seguintes.  E isto me obrigava a fazer a moto "pegar no tranco" - o que é totalmente desaconselhável para a STX Motard.

Então, durante o período da revisão foi dada uma carga lenta na bateria da moto (a segunda em três meses).  Entretanto notei que isto não foi o suficiente para resolver totalmente o problema.  Decorrente deste fato no dia 02/09/2008 levei a minha moto de volta à revenda Moto Limongi; lá foi constatado que o retificador da bateria estava "roubando carga" da mesma, bem como o contagiros (problema recorrente já que o painel da minha moto foi trocado - vide acima).  A revenda imediatamente trocou o retificador e a bateria da moto, e dentro em breve vai trocar novamente o painel da mesma.  Tudo isto sem custo para mim, já que o serviço foi efetuado dentro da garantia de fábrica - o que efetivamente tem funcionado muito bem.

Pude perceber que o funcionamento geral do motor, com a nova bateria e o novo retificador, melhorou.  Além disto fizeram um pequeno ajuste de carburação ("sintonia fina"), de forma a evitar o engasgo que estava ocorrendo algumas vezes quando eu diminuía a velocidade da moto e reduzia as marchas.  Todos estes pequenos detalhes fazem uma grande diferença na performance da moto, e eu sou um motociclista que sempre levei em conta estes detalhes.

Já há algum tempo que eu vinha pensando  em uma maneira de resolver o problema dos respingos de água e lama nas partes superiores da frente de minha STX Motard, já que o pára-lama dianteiro é posicionado bem alto e distante da roda.  Após idealizar várias possibilidades resolvi fazer o seguinte: no dia 24/09/2008 adquiri um pára-lama dianteiro de Twister (peça plástica facilmente encontrada no paralelo) e o adaptei (rebitando-o) aos protetores plásticos de bengala - originais da STX Motard.

STX Motard com novo pára-lama dianteiro. Vista semi-frontal.

STX Motard com novo pára-lama dianteiro. Vista semi-frontal.    STX Motard com novo pára-lama dianteiro. Vista semi- lateral.    STX Motard com novo pára-lama dianteiro. Vista semi- lateral.

Gostei demais do resultado, o visual ficou muito agradável e harmonioso - na realidade digno mesmo de ser adotado pelo fabricante da moto.  Num futuro próximo estarei desenvolvendo algo para servir de proteção (segundo pára-lama) para a traseira da moto.

STX Motard com novo pára-lama traseiro. Vista traseira.        Vista lateral da Sundown STX Motard, com novo pára-lama traseiro.

Não consegui esperar muito; no dia 01/10/2008 eu instalei o pára-lama traseiro, o qual foi desenvolvido por mim em três dias de trabalho.  Utilizei partes de alumínio (sobras) usadas na confecção de boxes para banheiros.  A peça ficou funcional e leve, além de resistente.  No entanto tornou-se difícil fazer a regulagem da corrente, bem como a centralização da roda traseira já que as hastes do pára-lama ficaram aparafusadas no eixo traseiro.

Sundown STX Motard com pára-lamas personalizados. Goiânia - GO em 09/10/2008.    Detalhe do pára-lama traseiro personalizado da Sundown STX Motard. Goiânia - GO em 09/10/2008.

Após pensar muito numa solução viável resolvi fabricar outro pára-lama; desta vez eu arredondei a peça na calandra e pintei o conjunto completo com pintura eletrostática.  A exceção foi o braço direito que resolvi deixar em alumínio natural.  Todas as peças foram afixadas umas às outras usando buchas de borracha que eu mesmo fiz, a fim de diminuir a vibração da nova peça.  Na realidade a nova peça ficou bem mais resistente que a primeira; além de mais bonita, pois a curvatura da chapa feita na calandra foi na proporção da curvatura do pneu.

Porém na prática é que testamos a viabilidade dos acessórios, principalmente estes que a gente mesmo desenvolve.  Assim, desisti de usar o novo pára-lama traseiro ao perceber que a vibração transmitida ao mesmo sempre quebrava o suporte direito.

No dia 29/10/2008 saí cedo de Goiânia - GO com destino ao sul do estado de Minas Gerais, mais especificamente a Lavras - MG - cidade distante 877 km de Goiânia.  Às 05:00hs em ponto saí de casa, e cheguei ao meu destino final às 18:00 hs depois de treze horas de viagem e cinco paradas para reabastecimento e lanche.

Alvorada do dia 29/10/2008, próximo a Palmelo - GO, às 06:45 hs.    Parada para abastecimento em Patrocínio - MG; Posto Petrobrás às 11:30 hs.    Motos estacionadas na Praça Dr. Augusto Silva em Lavras - MG, dentre elas a minha Sundown STX Motard entre uma Suzuki V-Strom e uma Honda XLX 350.

A moto comportou-se muito bem, e eu consegui manter boas médias de velocidade; e um consumo coerente com as velocidades alcançadas e o peso de bagagem carregada.  Na ida alcancei uma média de consumo de 26,2 km/litro (28,4 km/litro nos 260 quilômetros que separam Goiânia - GO de Catalão-GO; 24,31 km/litro nos 203 quilômetros entre Catalão -  GO e Patrocínio - MG; 27,6 km/litro no trecho de 161 quilômetros entre Patrocínio - MG e Córrego Danta - MG; 26,4 km/litro ao longo dos 116 quilômetros entre esta última cidade e Arcos - MG; e finalmente 24,2 km/litro ao longo dos 137 quilômetros que separam Arcos - MG de Lavras - MG).

Utilizei um óleo lubrificante da Bardahl, de alta viscosidade e específico para correntes de kart e motos - Maxlub Kart e Moto, e assim saí de Goiânia - GO com a corrente bem lubrificada na parte interna, fazendo apenas uma pequena lubrificação de reforço em Patrocínio - MG (praticamente na metade do percurso).  Este revelou-se o melhor óleo lubrificante para corrente que utilizei até hoje; já que por ter alta viscosidade podemos utilizar pequena quantidade do mesmo, pois ele adere à corrente sem pingar ou desperdiçar.  Por ser acondicionado em uma pequena bisnaga de 100 ml torna-se muito prático para carregar e mesmo para usar (tem bico fino com tampa de rosca).

No dia 03/11/2008 realizei minha viagem de retorno a Goiânia - GO; deixei Lavras - MG às 06:45 hs e cheguei em Goiânia -
GO às 18:30 hs - ou seja: cobri o mesmo trajeto de 877 quilômetros em 11 horas e quarenta e cinco minutos.  Acelerei mais na viagem de retorno, e o consumo de combustível mostrou-se maior (coerente com as maiores velocidades alcançadas nos vários trechos do percurso).  Como na viagem de ida realizei cinco paradas para abastecimento da moto e meu próprio (pequenos lanches).  Apenas na volta cruzei com uma chuva de fim de tarde, próximo a Cristianópolis - GO; mas nem me preocupei em vestir a roupa de chuva, já que era apenas uma "pancada de chuva de verão".  A média de consumo na viagem de retorno foi de 23,4 km/litro.

Eu e minha Motard na frente do Hotel Alvorada (UFLA) - campus histórico da Universidade Federal de Lavras, às 06:45 hs momentos antes de retornar para Goiânia - GO.    Saindo do posto de gasolina Douradão - BR-354, em Iguatama - MG.    Carranca na beira da rodovia BR-354, em Iguatama - MG a qual é a primeira cidade banhada pelo Rio São Francisco (que nasce na Serra da Canastra - MG).

Fatores positivos que observei nesta viagem realizada com a minha Sundown STX Motard:

Subida da serra próximo à cidade de Bambuí - MG, na manhã do dia 03/11/2008.        Fazenda na beira da estrada próximo a Catalão - GO, na tarde do 03/11/2008.

Levei a minha Sundown STX Motard ao revendedor autorizado Moto Limongi no dia 05/11/2008 para a revisão dos 6.000 km.  Na ocasião trocaram o painel da moto - o qual estava parcialmente desligado desde 02/09/2008 (contagiros e luz do ponto morto, conforme descrito acima).  Este é o terceiro painel, desde que adquiri a moto, e desta vez efetivamente espero que o problema tenha sido resolvido.  Também foi trocada a bengala esquerda da suspensão dianteira, pelo fato da pintura dourada da mesma ter descolorido e manchado.  Tudo isto sem custo algum para mim.

Ainda no mês de Novembro/2008 compareci ao Autódromo Internacional Ayrton Senna (Autódromo Internacional de Goiânia) para assistir o final do Campeonato Goiano de Motovelocidade, na ocasião vi algumas motos interessantes - como as duas Yamaha RD 350 que aparecem na foto abaixo ao lado de minha STX Motard (uma Yamaha RD 350, 1976 e uma Yamaha RD 350 LC dos anos oitenta).  Na outra foto vemos uma Yamaha RD 135 com o kit completo para participar das provas de velocidade do campeonato goiano de motovelocidade.

Mais de três décadas de motociclismo estão representadas nestas três motos.    Este é um "foguetinho" de apenas 135cc, alcança velocidades de até 190 km/h no final do retão principal do Autódromo Internacional de Goiânia.

Ressalto mais uma vez: a fábrica tem honrado totalmente os termos de garantia, tendo o suporte do excelente atendimento por parte da revenda Moto Limongi.   De qualquer forma nada disto tem me impedido de desfrutar da moto na cidade e em viagens, e apesar de tudo se fosse para comprar a mesma moto eu compraria; pelo simples fato de que além de ser uma moto bonita e diferente oferece muitos aspectos e características positivas, conforme já mencionei ao longo desta página.

Viajando em rodovias eu tenho observado que a moto está totalmente amaciada; eu tenho alcançado velocidades de 90 km/h com o motor girando a 6.000 rpm, e aos 9.000 giros (rpm) em descidas - pilotando em posição ereta (normal) alcancei 120 km/h.   Devo ressaltar que a faixa vermelha do contagiros começa justamente na marca das 9.000 rotações por minuto.

No dia 07/02/2009 eu troquei a bateria da moto após chegar à conclusão de que a bateria original - de fabricação chinesa - não segurava a carga de maneira adequada, dificultando o funcionamento da partida elétrica.  Comprei uma bateria YUASA
(na especificação YTX7L-BS,  a qual é adequada para TITAN150 ES/ESD/ CBX250/ XR 250/ NX 400/CB 600 Hornet/ MAX/SE/ SED/HUNTER SE/YES SE/ SES/ Fazer 250 /NXR Bros 150 ESD
), de fabricação japonesa.  Esta é uma bateria mais confiável e de excelente durabilidade, ela consegue segurar a carga mais eficientemente do que as concorrentes.  Paguei R$ 162,00 na mesma; comprei também uma lâmpada para o farol dianteiro (OSRAM) - na especificação 35/35W, que me custou R$ 16,00.  A original havia queimado a luz baixa, o que não é de se estranhar pelo fato da mesma ficar acesa o tempo todo durante o uso normal da moto.

Como eu sou um observador atento e fico antenado com a possibilidade de aproveitar da melhor maneira o desempenho de minha moto em viagens, eu decidi trocar o pinhão original da mesma (12 dentes) por um pinhão da Suzuki RM 250 (14 dentes).  Na realidade eu encomendei a uma revenda Suzuki daqui de Goiânia - GO o pinhão de 14 dentes da Suzuki DR 350, mas a revenda me entregou o pinhão da RM 250.  Este tem a parede interna flangeada mais larga do que o pinhão propriamente dito, de forma a proporcionar maior firmeza no encaixe e consequentemente maior resistência ao torque (e este é o caso de uma motocross).  Este ressalto foi desbastado no esmeril a fim de que a arruela flangeada (de segurança) fosse encaixada nas fresas do eixo de força do motor, e a porca central pudesse ser apertada de maneira apropriada e travada com as abas da arruela de segurança.

De qualquer forma isto não mudou em nada a minha estratégia.  Eu fiz a substituição do pinhão original de 12 dentes pelo mencionado de 14 dentes.  Para isto foi retirada a tampa lateral que cobre o pinhão, foi aberta a corrente no elo-mestre e após substituído o pinhão foi fechada novamente a corrente.

Por sorte o comprimento da corrente original foi exatamente o suficiente para ser fechada novamente, com o eixo traseiro da roda em sua posição mais avançada (adiante) e proporcionando uma folga mínima para um rodar suave.  Lavei toda a transmissão cuidadosamente, e lubrifiquei a corrente já aquecida após rodar por uns quatro quilômetros, com Bardahl MaxLube.

Este serviço foi feito no dia 23/03/2009, e por enquanto só  rodei com a moto em trânsito urbano.  As diferenças notadas até agora são pequenas: agora tenho uma primeira e segunda marchas com um pouco menos torque; a terceira marcha está praticamente igual a antes da troca do pinhão.  No entanto, já percebi que agora tenho uma quarta e quinta marchas mais longas; e este é exatamente o meu objetivo, pois pretendo ter uma velocidade cruzeiro na faixa dos 100 - 115 km/h com o motor girando em torno das 7.000 rpm.  De qualquer maneira o motor está trabalhando numa faixa mais baixa de rotações por minuto em cada marcha (rodar em quinta marcha a 5.000 rpm e a 80 km/h já é um privilégio), e isto contribuirá positivamente para a economia de combustível e durabilidade do motor.

No dia 12/04/2009 saí cedo de Goiânia - GO para uma viagem rápida à cidade de Goiás - GO, voltando no mesmo dia para Goiânia.  Fiquei muito satisfeito com o desempenho da minha Sundown STX Motard, agora com o pinhão de 14 dentes.  Todas as minhas expectativas se concretizaram: o motor funcionou em rotações mais baixas, as velocidades alcançadas foram maiores que antes da troca, e o consumo de combustível diminuiu.  Além do mais pude acompanhar com tranquilidade a Yamaha XTZ 250 X do meu irmão.

Trecho de estrada entre Nova Veneza - GO e Inhumas - GO, na manhã do dia 12/04/2009.

Trecho de estrada entre Nova Veneza - GO e Inhumas - GO, na manhã do dia 12/04/2009.

Alcancei velocidades entre 95 a 100 km/h com o motor girando a 6.000 rpm, cheguei aos 115 km/h com o contagiros marcando em torno de 7.200 rpm.  Os 120 km/h foram alcançados com o contagiros indicando 8.000 rpm, portanto 1.000 rpm abaixo da faixa vermelha que se inicia nos 9.000 rpm.  O consumo da moto na viagem de ida situou-se em torno dos 33 km/litro de combustível.  Pegamos trechos de chuva na ida e na volta.

Retornando para Goiânia - GO, com chuva na tarde de 12/04/2009.

Retornando para Goiânia - GO, com chuva na tarde de 12/04/2009.

Eu tenho aproveitado todas as oportunidades para colocar a minha moto na estrada.  Nos dias 23 e 24/05/2009 estive em Brasília, e no retorno parei no Jerivá (restaurante e lanchonete) para um lanche.  Tirei a foto em que aparecem a Honda Hornet, a Yamaha Virago e a Sundown STX Motard - três estilos bem distintos de motocicletas.  A foto em que aparece a minha STX Motard no acostamento da rodovia foi tirada no trecho situado entre Goianápolis e Teresópolis de Goiás - GO.

Tarde de domingo (24/05/2009) na porta do Restaurante e Lanchonete Jerivá, em Abadiânia - GO.    Parada para um lanche rápido na tarde de domingo (24/05/2009) no Restaurante e Lanchonete Jerivá, em Abadiânia - GO.

A substituição do pinhão original (12 dentes) pelo da Suzuki RM 250 (14 dentes) me possibilitou explorar melhor a potência do motor da minha STX Motard, principalmente em quarta e quinta marchas.  Estou rodando numa velocidade cruzeiro na faixa situada entre 100 e 115 km/hora, com o contagiros trabalhando folgado entre 6.000 e 7.000 rpm; bem abaixo portanto da faixa vermelha que começa a partir das 9.000 rpm.  Alcancei a velocidade de 130 km/hora em descida longa, com o ponteiro do contagiros indicando 8.000 rpm.

No dia 26/05/2009 troquei três leds da lanterna traseira.  Gastei R$ 22,00 (R$ 2,00 na compra dos leds, e R$ 20,00 com o custo da mão-de-obra).  Assim mantive a originalidade da moto, com todos os 15 leds funcionando normalmente.

Trecho de rodovia entre os municípios de Goianápolis e Teresópolis de Goiás - GO, na tarde de domingo (24/05/2009). Sob qualquer ângulo a Sundown STX Motard marca a sua presença, e se destaca na paisagem.

O estilo da Sundown STX Motard - principalmente enriquecido visualmente com o segundo pára-lama dianteiro que eu instalei na minha moto - é inconfundível; e inteiramente do meu agrado.  Eu me permiti até mesmo fazer uma montagem fotográfica, para que estilos diferentes sejam comparados, envolvendo os novos lançamentos da Honda (CB 300R e XRE 300, que vieram para substituir a CBX Twister 250 e a XR Tornado 250) e a minha Motard.

Comparativo entre estilos e modelos diversos: Honda CB 300R, Honda XRE 300 e Sundown STX Motard 200.

Nossa história começa na página ...

Km Total (até 20/03/2017) Km em rodovias
78.755 58.073

Mais sobre a Sundown STX Motard

 


A detalhada informação a seguir sobre o fabricante da motard (no nosso caso ela é chamada de Sundown STX Motard), e os diversos nomes da mesma em diferentes países, nos foi passada pelo experiente e bem informado companheiro Forchetto - do forum MyChinaMoto.com .

O fabricante original é JINAN QINGQI, Modelo QM200GY-BA (também conhecido como QM200GY-B(A)) para a versão super motard. Também fabricada por uma montadora conhecida como Shandong Pioneer e chamada XF200GY-B, esta é uma espécie de subsidária da fábrica original.

Nos EUA é a QLINK XF200
No Brasil Sundown STX 200 Motard

No Reino Unido ela aparece como:

Pulse Adrenaline 125 (XF125GY-2B)
Sinnis Apache QM200GY
Superbyke RMR200
Pioneer XF200-2V

Na Argentina ela é a Beta Motard (http://www.betamotor.com.ar/)
No Chile/Colômbia QMT200 ou GXT Euromot
Nas Filipinas é a Sinski Motard 200R
No Paraguai Genesis GXT200 B
Em Honduras a KMF
Na Espanha é comercializada pelo importador Qingqi diretamente ou I-moto como Tiger sm 125
Na Turquia é a Ramzey QM200GY
Na Checoslováquia é a YUKI 250 SM
Na Rússia é chamada QINGQI DRAGON 200 SUPERMOTO
Na França Hooper 125 SMR
Na Alemanha é importada pela prestigiosa Kreidler como a Supermoto 125 DD e 250 DD
Na Austrália como motocicletas Arqin RT200SM
Na Suécia e Noruega ela é chamada de TMS Supermotard 200cc
Na Ucrânia é a SkyMoto Dragon-200
Na África do Sul é conhecida como Puzey STX 200 Motard 

Link da fábrica relativo ao manual com códigos de todas as peças e partes da moto:
Partes e Peças XF200 

Entrevista / depoimento concedido ao programa Super Motos da PUC TV Goiás:

Mais sobre a Sundown STX Motard