Viajando com a Honda C-100 Dream.  Aventuras com a "pequena notável".  Novo século, moto nova.    35  

    Sundown STX Motard: a primeira motard brasileira.

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A Sundown STX Motard, a meu ver, se destacou dentre todos os lançamentos de 2007.  Todos os detalhes inovadores e positivos - que resultam numa moto surpreendentemente diferente das demais - não  passaram despercebidos aos meus olhos de motociclista experiente e detalhista.  No entanto naquela ocasião (Março de 2007) eu optei por comprar a Sundown Hunter 90, primeiramente porque a mesma se colocava dentro do meu orçamento e também porque eu queria rodar novamente numa moto de pequeno porte.

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Com o passar do tempo eu pude conhecer melhor a marca (Sundown) e verificar que esta tem uma atitude positiva de ganhar mercado: ofertando produtos honestos, com inovações e bom padrão de acabamento, e com uma relação custo x benefício simplesmente imbatível;  e com uma assistência técnica pró-ativa e receptiva.

Durante um ano (Março de 2007 a Março de 2008) eu rodei na minha Hunter 90, e tornei-me totalmente apaixonado por esta " noventinha".  Mas como tudo evolui, e nós também temos que evoluir, percebi que já era hora de eu presentear a mim mesmo com uma motocicleta mais potente e que viesse coroar esta data com estilo, pelo fato de estar completando 38 Anos de Motociclismo.  Aí realmente optei pela melhor escolha: sem dúvida alguma a Sundown STX Motard ganhou disparado das demais motos dentro do meu leque de opções, e específicamente da Yamaha XTZ 250 X.

Um dos meus irmãos (treze anos mais novo que eu, e motociclista de "primeira viagem") se encantou com o lançamento da Yamaha, e me encarregou de fazer a pesquisa da XTZ 250 X.  Nós estávamos com vontade de comprar duas motos novas - a dele seria a primeira - preferencialmente do mesmo modelo.   Entretanto, a firme intenção de permanecer fiel à marca Sundown e à revenda Moto Limongi me fez optar pela STX Motard, enquanto ele realizou a compra da Yamaha XTZ 250 X.

Só que eu adquiri a minha Sundown STX Motard sem contar nada para ele, e assim pude fazer uma ótima surpresa ao mesmo.  Desta forma dentro em breve irei disponibilizar várias informações a respeito das duas motos nestas páginas, inclusive efetuando comparações as quais são inevitáveis.

Respeitadas as diferenças de cilindradas (Sundown STX Motard - 200cc  /  Yamaha XTZ 250 X - 250cc)  e o fato da Yamaha ter injeção eletrônica, entendo que a Sundown STX Motard vence em todos os outros quesitos.  O mais importante deles a meu ver é o preço:  eu paguei R$ 8.060,00 na minha Sundown, ao passo que a Yamaha do meu irmão custou a ele R$ 12.000,00; ou seja: a Yamaha custou o equivalente a 50% a mais que a minha Sundown.

A Sundown STX Motard oferece ainda ítens exclusivos e diferenciados que a tornam efetivamente e definitivamente a primeira Motard brasileira: suspensão dianteira invertida (upside down), rodas de alumínio reforçadas com quinas, escapamento "dimensionado" de fábrica (com um design mais bonito e funcional, e com um ruído mais esportivo que o da Yamaha),  amortecedor traseiro com câmara de nitrogênio, assento com grip resultando em melhor padrão de acabamento, corrente de transmissão 520 com retentores (O'ring), pedaleiras do piloto articuladas - em aço inoxidável, pedais do freio traseiro e do câmbio com pontas articuladas, peso seco de 123 kg contra 132 kg da Yamaha XTZ 250 X, e protetor de carter em alumínio (ausente no modelo motard da Yamaha).

Gosto não se discute, portanto eu só tenho a acrescentar que aos meus olhos a Sundown STX Motard apresenta um conjunto mais harmonioso, com um design muito bonito, tem uma presença marcante, e todos os detalhes que observei (parafusos do motor, pintura e acabamento do motor e balança traseira, balança dianteira, a espessura e a qualidade do material usado nas duas mesas da suspensão dianteira - superior e inferior à caixa da direção, manoplas, etc.) cairam mais no meu agrado.  Em breve disponibilizarei mais informações a respeito das nossas motos, especialmente da Sundown STX Motard.

Eu (Ricardo) e as motards brasileiras.

Meu irmão Irom com as nossas motards.

Nestes primeiros quilômetros rodados vejo que acertei na mosca na escolha da moto.  A Sundown STX Motard é extremamente macia, a suspensão é progressiva e trabalha maravilhosamente bem em pisos irregulares (esta é a norma de nossas ruas hoje em dia), mesmo com garupa.  Estou gostando bastante também da posição de pilotagem,  do comportamento do motor (bastante esperto na subida de giros), e da maciez e precisão do câmbio.  Aos interessados comunico que farei uma avaliação minuciosa de minha moto com o passar do tempo.   E acrescento que terei condições reais de traçar comparações com a Yamaha XTZ 250 X.

Na manhã do dia 13/05/2008 não consegui ligar o motor da minha moto.  Tentei fazer o motor pegar no tranco (empurrando a moto com a embreagem acionada e com a segunda marcha engatada) e também não consegui - o clima estava um pouco frio.  Eu percebi que a carga da bateria não estava suficientemente forte para fazer outras tentativas usando a partida elétrica.  Por volta do meio-dia, com a temperatura ambiente mais quente, consegui fazer a moto pegar no tranco; me dirigi então para a revenda Moto Limongi, onde o mecânico Baiano colocou a bateria para recarregar (usando a carga lenta), e fez todos os outros testes de praxe quando o problema se refere à parte elétrica da moto.

No entanto, mais tarde ao me comunicar com ele descobri que o problema estava localizado no contagiros da moto,  o qual estava roubando carga da bateria.  Voltei à revenda, fiz todos os procedimentos referentes à solicitação de garantia e pedimos um novo painel à fábrica Sundown.  Espero que este chegue logo para que eu possa continuar usando a moto normalmente, inclusive indo para rodovias para completar o processo de amaciamento do motor da minha STX Motard.

Abasteci a minha moto no dia 15/05/2008 e obtive um excelente resultado para os primeiros 210 km rodados em trânsito urbano: alcancei a média de 29,20 km/litro (rodei 210 km com 7,19 litros de combustível - usando gasolina aditivada).

No dia 22/05/2008 fiz uma viagem a Pirenópolis - GO, cidade histórica do ciclo do ouro distante 130 km de Goiânia - GO.  Levei Theresa na garupa com o intuito de fazermos um "test-drive" completo da minha Sundown STX Motard, eu como piloto e ela como garupa - ambos bastante experientes em suas respectivas funções.  A viagem serviu também para visitarmos meus tios Elder e Beatriz em sua casa-de-campo naquela cidade.

Procurei observar o comportamento da moto no tocante a dirigibilidade, consumo, suspensões, e principalmente conforto.  Até a metade da viagem me posicionei no banco da moto como se estivesse pilotando sozinho (o que ocorre normalmente).  No entanto, Theresa fez uma interessante observação: ela estava se posicionando na parte final do banco, com tendência a escorregar a todo momento para a rabeta plástica, já que colocou sua bolsa a tiracolo entre nós dois (isto fez com que o espaço livre entre piloto e garupa fosse ocupado pela bolsa).

Corrigida a minha posição no banco da moto - sentei-me mais à frente, em direção ao tanque de gasolina - sobrou mais espaço para Theresa e aí a viagem tornou-se um pouco mais confortável para ela.

O desempenho da moto foi muito bom, eu conseguia subir em quinta marcha e apenas em algumas ocasiões tive que usar a quarta marcha (em subidas mais íngremes).  Nas ruas calçadas de pedras irregulares em Pirenópolis, observei que a suspensão da moto foi bastante eficiente e macia, rodando com piloto e garupa.  No retorno parei num posto de gasolina entre Anápolis e Goiânia, o combustível da moto havia entrado na reserva.  Eu havia percorrido aproximadamente 200 km com 7,86 litros de combustível, o que resultou numa média de 25,44 km/litro.

Se levarmos em conta que o motor está na fase inicial de amaciamento, e que eu viajei com garupa, o consumo foi bastante compatível com a situação.  Eu pretendo alcançar médias superiores a 30 km/litro após o total amaciamento do motor, e após a segunda ou terceira revisões iniciais da moto.

No dia 28/05/2008 retornei à revenda Moto Limongi para colocar o novo painel da minha moto - o qual foi trocado gratuitamente pela fábrica face ao defeito apresentado (já narrado acima).

Dando continuidade ao amaciamento dos motores de nossas motos, eu e meu irmão fizemos uma pequena viagem a Abadiânia - GO na manhã do dia 31/05/2008.  Saímos cedo de Goiânia - GO e seguimos em direção a Brasília - DF.  Abadiânia situa-se praticamente na metade do trajeto que liga a capital do Estado de Goiás à capital do País.  Rodamos cerca de 210 km, incluindo uma volta que demos por dentro da cidade de Anápolis-GO, ocasião em que aproveitamos para abastecer nossas motos com gasolina aditivada.

Nesta viagem o desempenho das duas motos foi muito bom.  A minha Sundown STX Motard alcançou uma boa média no tocante ao consumo de combustível - ao abastecer em Anápolis, no percurso de retorno de nossa viagem, eu havia percorrido 160 km com 5,7 litros de gasolina, resultando portanto num consumo de 28,07 km/litro.  A Yamaha XTZ 250 X de meu irmão fez uma média praticamente idêntica à minha.

O contagiros de minha moto mostrou-se errático quando passava das 6.000 rpm.  Vou conversar com o mecânico que cuida  de minha moto (Baiano) a fim de solucionarmos este problema, já que o painel foi trocado pela fábrica por causa do defeito no contagiros original.

O abastecimento seguinte foi realizado na véspera de levar a minha moto para a primeira revisão (1.000 km), eu havia percorrido 163 km desde Anápolis - GO: 60 km em rodovia e 103 km em trânsito urbano.  A minha moto atingiu uma excelente média: rodou os 163 km com 5,12 litros de gasolina, resultando em 31,83 km/litro.  Levei a minha moto à concessionária Sundown no dia 06/06/2008, foi feita a revisão dos 1.000 km com os ajustes de praxe; na troca de óleo fiz questão de adicionar 100 ml de Bardahl B12 Plus ao óleo semi-sintético recomendado pelo fabricante da motocicleta - (Castrol 4T 20W50 API SG Actevo).

Este fato somado ao criterioso ajuste de válvulas e demais procedimentos de praxe nesta revisão resultaram num motor com funcionamento extremamente macio.  Decorrente de experiências anteriores já realizadas em outras motocicletas que tive, posso afirmar que o Bardahl B12 Plus é um excelente aditivo melhorador de óleos minerais e sintéticos.  De agora em diante vou trabalhar para alcançar a minha meta, a qual considero um pouco arrojada: eu pretendo alcançar médias de consumo para a minha moto em torno dos 35 km/litro.

Convém ressaltar que no uso diário a Sundown STX Motard mostra-se uma moto desconfortável para o passageiro garupa, face ao fato de que o calor emanado do escape esquenta a perna direita do mesmo na altura do tornozelo.  Este fato ocorre apenas no trânsito urbano, onde as baixas velocidades aliadas às constantes paradas em semáforos faz com que o motor da moto esquente mais do que em rodovias.

Nos últimos dois abastecimentos eu consegui médias de consumo em torno dos 30 km/litro, a saber: no dia 19/06/2008 eu abasteci a moto após percorrer 184 km (dos quais 90 km em rodovia, com garupa) com 6,10 litros de gasolina, resultando numa média de 30,16 km/litro.  No dia 21/06/2008 abasteci novamente a minha moto após percorrer 162 km em trânsito urbano, com um consumo de 5,33 litros de combustível, resultando numa média de 30,39 km/litro.

É interessante mencionar que na Europa está sendo comercializada uma moto idêntica à Sundown STX Motard, trata-se da Kreidler Supermoto 250 DD 2008.

Em 24/07/2008 levei a minha moto à revenda autorizada Sundown (Moto Limongi) para tirar um pequeno vazamento no pedal do câmbio.  Foi feita a troca do retentor, e o problema foi prontamente corrigido dentro da garantia de fábrica.  É importante mencionar que o bom funcionamento geral da moto depende muito da revenda onde a mesma foi adquirida, pois a montagem e revisão de entrega da moto, as revisões posteriores e serviços periódicos quando bem feitos garantirão a tranquilidade do proprietário.

No dia 26/07/2008 fui a Brasília - D.F. para presenciar o 5º Moto Capital - evento em comemoração ao Dia Nacional do Motociclista.  O evento aconteceu às margens do Lago Sul (Concha Acústica); permanceci lá das 10:00 hs da manhã até às 15:00 hs quando retornei a Goiânia - GO.  A viagem serviu para completar o processo de amaciamento da minha STX Motard, e para confirmar o seu desempenho e consumo em duas situações diferentes.  Na ida mantive velocidades de 90 km/h a 115 km/h e obtive uma média de consumo de 24,50 km/litro, ou seja: rodei 208 km com 8,49 litros de gasolina (quando o combustível entrou na reserva).

Na volta rodei na faixa dos 80 km/h aos 90 km/h e consegui a fantástica média de 36,63 km/litro.  Percorri 244 km com 6,66 litros de gasolina.  Convém mencionar que apesar do calor do meio da tarde a moto mostrou-se mais econômica devido à faixa de velocidade mais baixa, e também da predominância de retas e descidas - Brasília encontra-se localizada a uma altitude de aproximadamente 1.100 metros em relação ao nível do mar, ao passo que Goiânia localiza-se a aproximadamente 733 metros de altitude.

Km Total (até 29/07/2008) Km em rodovias
2.800 1.167