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Ao clicar em cada foto, você a verá em tamanho maior numa outra janela.  Todas as fotos tem legenda.

Após visitar a terra dos Kalunga pela primeira vez no final de Julho/2009 eu decidi que voltaria lá logo que pudesse.  Um mês após esta viagem eu enviei uma caixa com alguns presentes (roupas, bonés e fotografias) para aquelas pessoas com quem mantive contato.  A remessa foi feita pelos Correios (Sedex, na modalidade Posta Restante); um mês após o envio eu recebi de volta o pacote.  A agência dos Correios em Cavalcante - GO não avisou ao destinatário sobre a encomenda que eu mandei.

Parada para foto - rodovia Goiânia - Anápolis - GO.                     Parada para foto - rodovia Goiânia - Anápolis - GO.

Decidi então que eu voltaria à fantástica terra dos Kalunga; desta forma eu poderia rever as pessoas que lá conheci, e também poderia entregar pessoalmente os presentes que havia enviado para eles, e que retornaram às minhas mãos.

Desta vez eu não fui sozinho; Theresa decidiu fazer a viagem comigo.  Organizamos as nossas roupas - o mínimo necessário - numa sacola, e em outra sacola coloquei todas as coisas que eu iria entregar aos amigos Kalunga lá da comunidade Engenho II.  Coloquei dois pedaços de espuma sobre a rabeta da moto, e coloquei as sacolas por cima.  Fiz uma amarração diferente desta vez, as sacolas foram amarradas transversalmente na rabeta, de forma que o banco da moto ficasse com todo o seu espaço disponível para sentarmos eu e Theresa.

Parada para foto - Jerivá II - Abadiânia - GO.

Saímos de Goiânia - GO por volta das 07:30 hs do dia 07/05/2010 rumo a Brasília - D.F., iniciando assim nossa viagem para Cavalcante - GO - distante 530 km de Goiânia - GO.  De Cavalcante - GO até a comunidade do Engenho II são 28 km de estradas de terra (areião, terra batida, cascalho, etc.) serpenteando entre as montanhas daquela bela região.  Conforme descrevi com detalhes no relato que fiz sobre a primeira viagem à região a paisagem é lindíssima, e a viagem de moto torna-se uma aventura muito interessante.

Subindo em direção à comunidade Kalunga.                     Vista panorâmica próximo ao mirante da Nova Aurora.

O primeiro trecho da viagem, até Cavalcante - GO foi feito com tranquilidade, o tempo estava firme e o desempenho da moto foi excelente.  Percebi, no entanto, que a corrente estava muito justa e um pouco barulhenta.  Eu a lubrifiquei antes e durante o percurso, e mesmo assim eu fiquei um tanto quanto temeroso que algo errado pudesse acontecer com a mesma, já que desta vez eu estava viajando com garupa e a moto completaria os 20.000 km rodados durante a viagem.

Mirante da Nova Aurora.Vista panorâmica a partir do Mirante da Nova Aurora.    Theresa, Andrelina com o bebê e Joelson.

Devo mencionar aqui que a corrente original da moto ficou justa após a troca do pinhão original de 12 dentes pelo de 14 dentes (diâmetro maior).  Consequentemente a corrente ficou tencionada praticamente sem folga, o que gerou uma dilatação e desgaste prematuro de alguns elos da mesma.  O meu temor tornou-se realidade, conforme descrevo adiante neste meu relato.

Theresa na janela da casa de adobe (casa de Joelson e família).

Theresa na janela da casa de adobe (casa de Joelson e família).

Este meu retorno à fantástica terra dos Kalunga marca o início de minha comemoração dos 40 Anos de Motociclismo, completados agora em Maio/2010.  Pretendo fazer outras viagens de moto no decorrer deste ano; as mesmas serão oportunamente relatadas neste meu site de motociclismo.

Gostei do desempenho da minha moto, desta vez com garupa (Theresa), nesta viagem que totalizou 1.118 km - dos quais 56 km em estrada de terra.  Considerando o fato que a minha Sundown STX Motard tem um motor de apenas 200cc, e que viajei com garupa e bagagem, entendo que o desempenho geral da moto foi excelente.  Pude verificar que a minha moto atingiu uma média geral de consumo em torno dos 24 km/litro.  Especificamente no trecho de terra - ida e volta de Cavalcante - GO à comunidade do Engenho II - a moto apresentou uma excelente média de consumo de 29,47 km/litro (56 km percorridos com 1,9 litro de gasolina).

Entrando em território Kalunga.

Parada para sessão de fotos, próximo ao Mirante da Nova Aurora.

Entrando em território Kalunga.            Parada para sessão de fotos, próximo ao Mirante da Nova Aurora.

A viagem na estrada de terra que nos leva à comunidade do Engenho II foi muito prazerosa, o visual é amplo e muito bonito.  Subidas íngremes, córregos a serem cruzados e trechos de chapadas com visual de montanhas no horizonte torna-se algo muito especial.  Novamente me senti um motociclista privilegiado por estar vivendo esta aventura, e por ter acesso à Internet para contar as minhas aventuras que neste mês de Maio/2010 estão completando 40 Anos de Motociclismo.

Córregos de água cristalina.

Córregos de água cristalina.

Cruzá-los torna a viagem mais interessante e agradável, principalmente em época de seca.

Córregos de água cristalina.  Cruzá-los torna a viagem mais interessante e agradável, principalmente em época de seca.

O reencontro com os amigos da comunidade quilombola me trouxe alegria; pude entregar a eles os presentes que havia preparado para os mesmos.  Eles gostaram de tudo, especialmente das fotos reveladas em tamanho grande e em papel fosco.  Estas fotos são basicamente as mesmas que estão inseridas na página sobre a primeira viagem à fantástica terra dos Kalunga.

Desta vez fiquei hospedado na Pousada Morro Encantado e pudemos (eu e Theresa) desfrutarmos das ótimas instalações da mesma,  da comida caseira especial, bem como do café da manhã saboroso e completo.  Esta pousada está situada no centro da cidade de Cavalcante - GO, e seu bem cuidado jardim atrai muitos pássaros.

Pousada Morro Encantado. Conforto rústico e visual privilegiado.                     Vista parcial do restaurante da Pousada.

Os três dias de nossa viagem passaram muito rapidamente, e no domingo (09/05/2010) já estávamos de volta a Goiânia - GO.

A viagem de volta ocorreu sem incidentes até os arredores de Goiânia - GO, mais precisamente na descida da curva do Alá (Olha Lá Goiânia), que na nossa maneira goiana de dizer fizemos uma corruptela para curva do Alá.  Exatamente aí o barulho da corrente aumentou e a mesma partiu-se; por sorte pude parar a moto no acostamento sem maiores problemas.  Telefonei para o meu irmão, o qual veio em meu socorro com sua camionete.  Colocamos a moto na carroceria, e no dia seguinte a levei para a revenda autorizada Sundown Moto Limongi.

Como a moto ia ficar parada por uns dias resolvi trocar o pneu traseiro (ainda original com 20.000 km rodados, mas em bom estado).  Resolvi também tirar o escapamento para aplicar um jato de areia no mesmo, e fazer uma pintura eletrostática.  O resultado ficou excelente, para isto removemos (eu e André - mecânico que cuida da minha moto atualmente) a ponteira cromada, retirando os rebites da mesma.  Comprei outros rebites para colocá-la novamente no lugar após a pintura do escapamento completo.

Céu azul e uma moto na estrada...                             Minutos antes de deixarmos Cavalcante - GO rumo a Goiânia - GO.

O André observou algo diferente no alinhamento da roda traseira, e descobriu que a balança da suspensão traseira havia trincado do lado esquerdo (internamente na curva da mesma).  Consultamos a fábrica e esta honrou os termos de garantia e enviou outra balança para mim.  Este defeito - o qual já foi observado por vários outros proprietários de motos da marca (modelos STX e STX Motard) - a meu ver está relacionado com a maneira como é fabricada esta balança (na China), bem como à espessura do material utilizado na fabricação desta peça.  Não seria de se esperar que eu tivesse este tipo de problema em minha moto, face aos cuidados que tenho na utilização da mesma.

Acredito que as motocicletas de fabricação chinesa estão evoluindo rapidamente, e os produtos melhorados serão facilmente aceitos pelo grande público num futuro próximo.  Se eu traçar um paralelo com as motos japonesas de 40 anos atrás - como é o caso da Yamaha YF5 que comprei em 1970 - posso dizer que as motos daquela época eram mais robustas e duráveis; mas também apresentavam problemas, eventualmente.

De qualquer forma a minha Sundown STX Motard está tendo um desempenho bastante razoável para a sua pequena cilindrada (200cc), e analisando o conjunto da mesma e o fator custo x benefício ela tem cumprido bem o seu papel.  Afinal já rodei 20.000 km com a mesma em dois anos.

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