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As paralelas do tempo:
No ano em que nasci (1951) o motociclismo na Europa e Estados Unidos já estava
plenamente consolidado, e no Brasil andava a passos largos. As duas grandes guerras
mundiais já haviam acontecido, e já existiam motocicletas rodando nos quatro cantos do
mundo.
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Máquinas inglesas como a BSA 125 cc - Bantam - fizeram muito sucesso e são ítens disputados pelos colecionadores do mundo inteiro. Durante o Encontro Nacional dos Motociclistas, em Brasília - D.F., no final de Julho/2002, tivemos a felicidade de encontrarmos a moto mais bem restaurada que já vimos até hoje. A BSA 125 cc - Bantam - acima é de Luziânia - GO, e pertence ao pai do Aslan, ao nosso lado na foto. Segundo o proprietário, ele demorou dez anos procurando este modelo de moto no interior de Goiás, e dois anos e meio para restaurá-la. Só vendo para crer, o grau de detalhamento e originalidade da mesma - na minha opinião: "Hors-Concour". Seu ano de fabricação é 1951, justamente o ano em que eu nasci.
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No Japão, na mesma época o Sr. Soichiro Honda com sua visão, tenacidade e força de vontade iniciava um novo capítulo na história do motociclismo mundial. Ele não mediu esforços para produzir um veículo robusto e barato, acessível à população empobrecida pelo esforço de guerra. De seu sonho surgiu a Dream. Para firmar sua marca ele trabalhou duro; assim é que ele enviou o piloto japonês Mikio Ohmura (que tinha 21 anos quando veio correr no Brasil) para participar com a R125 em uma prova internacional no Autódromo de Interlagos em 1954. Foi a primeira participação da Honda em uma competição internacional.
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O "sonho americano" : No dia 16/02/03 cheguei nos EUA (em Atlanta). A falta de perspectiva imediata quanto a oportunidades no Brasil me trouxe para a terra do tio Sam. Boa oportunidade para checar de perto o uso que os americanos fazem da motocicleta. Que decepção! Quando cheguei em Atlanta, o tempo ainda estava frio. Demorei uma semana para ver a primeira motocicleta, uma Harley Davidson da policia. Depois mais alguns dias para ver algumas outras motos (poucas).
O que pude perceber é que aqui não se usa a moto como no Brasil, Europa ou mesmo Austrália. Me deu muita saudade de Goiânia, onde se tem a maior proporção de moto X habitante e de moto X carro do Brasil. Que saudade da minha Twister!
Continua em breve...